Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.

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Três pessoas matam. Por que uma é melhor que outra?

A hipocrisia não é natural do humano. São-no a vergonha, a auto-complacência e a vontade de poder. Naturais são inclinações potenciais, o que não significa que se manifestem em todos os espécimes e com as mesmas intensidades, em todas as ocasiões.

A hipocrisia é um fato social, ou seja, somente faz sentido em grupos, maiores ou menores. É a escamotação para um grupo, não para si. Mentir para si mesmo é outra coisa, com outras implicações. Novamente, uma explicação: a hipocrisia, fato social, tem também implicações para os indivíduos isolados, mas sua raiz é o grupo.

A hipocrisia social – em quaisquer termos comparativos – é uma resultante de muitas vontades de poder reunidas por algum motivador comum. Torna-se eficaz por meio da difusão da mesma opinião, ainda que suavizada com matizes de diferenças insignificantes.

Esses dois aspectos, o móvel e o instrumento, retro-alimentam-se. A existência de uma motivação comum gera a difusão do discurso hipócrita e esta, a difusão do discurso, reforça a motivação.

É fácil perceber que tal sistema tem muito de involuntário na sua marcha autônoma, ou seja, na sua replicação automática. Porém, essa componente inercial de irracionalidade não significa a inexistência de elementos voluntários bem definidos, na base do seu funcionamento.

O sistema resulta em um instrumento para a obtenção e a manutenção de poder, o que revela seu aspecto útil. E utilidade significa que a ferramenta não funciona apenas por si: ela é manejada deliberadamente, também.

A difusão da informação desempenha o papel da vontade racionalmente dirigida no sentido de usar a hipocrisia como instrumento de poder. Pois ela tem raízes sólidas nas mentalidades do público e convém regá-las sempre, para que se aprofundem mais e mais.

Mata-se e rouba-se bastante, no mundo. E isso faz-se para obter domínio, abstraindo-se dos casos minoritários de demência ou de honra. E prova que o domínio é buscado independentemente de considerações sobre os instrumentos necessários. Alguns, todavia, causam reprovações sociais variáveis e aqui entra a hipocrisia, como um óleo a facilitar o convívio de engrenagens de aço duro.

Hoje, um país, os Estados Unidos da América do Norte, faz tudo que sempre se fez para que seus cidadão gozem de elevada prosperidade relativa, a custo da pobreza, também relativa, dos outros. Nisso, nada há de inovador ou diferente do que fizeram países predominantes, na história.

Diferente é a massiva utilização da hipocrisia como instrumento para obter e manter a dominação. Evidentemente, essa circunstância é historicamente perceptível, porque os meios de comunicação de massas desenvolveram-se excessivamente a par c0m a ascensão desse país.

Tudo que esse país e seus vassalos – que predominaram no mundo anteriormente – fazem, faz-se desde que o planeta é habitado por gente que se considera humanóide e vive em comum. Mas, desse tudo comum, apenas o que fazem países que os EUA reputam indesejáveis é propagandeado e considerado ruim e absurdo.

Digo isso a propósito de mais uma de inúmeras revelações de resultantes de ações norte-americanas em nome de intenções aparentemente boas. O fato é que os EUA bombardearam a Sérvia – inclusive com munições de fósforo e urânio empobrecido, proibidas pela farsa que é a ONU – para criar um Kosovo e uma Bósnia livres da Sérvia.

Livres da Sérvia ficaram a Bósnia e o Kosovo e foram processados ilegalmente líderes sérvios. Todavia, não ficaram livres das máfias kosovares vários sérvios assassinados para a retirada de órgão destinados ao tráfico ilegal.

Um ex-procurado suíço, Dick Marty, produziu um relatório sobre os assassinatos de sérvios por máfias kosovares para retirada de órgãos destinados ao mercado ilegal. E disse que os países europeus e os EUA sabiam do que ocorria e nada disseram. Ou seja, faz-se um morticínio com armas ilegais, a bem de algo tão difuso como a liberdade, para instalar faltas de liberdade tais como essa.

Se nos voltarmos para o lugar mais que comum do discurso da implementação da democracia, lembraremos que os EUA promoveram inúmeras ditaduras, nas Américas do Sul e Central, na África e na Ásia, para estabelecer a democracia. Curiosos casos de remédios que matam os doentes, além de incoerência evidente.

Curioso também lembrar que a falta da tal democracia não causa qualquer espanto em países dóceis ou vassalos, como a Arábia Saudita e o Egito, sobre que os EUA não dizem uma palavra. Isso é compreensível e o silêncio da opinião pública também. Mas, o silêncio desta última não é estratégico, mas pura burrice e fala de crítica.

Os promotores da democracia e da liberdade não se furtam a manter campos de concentração de prisioneiros ilegais, nem de fazer seus súditos europeus cúmplices dessas práticas, embora falem sem parar contra o mesmo praticado por inimigos.

Os campeões da liberdade falam em direitos humanos e apontam o dedo contra seus inimigos, mas executam pessoas julgadas em processos mais que suspeitos, verdadeiros linchamentos públicos que nada têm com justiça.

Os líderes do mundo e campeões na utilização da hipocrisia decairão. Mas terão produzido danos profundos nas mentalidades de milhões de pessoas que não aprenderam a pensar de outra forma além da superficialidade e da aparência. Elas serão os clarões de uma estrela que morre, clarões perigosíssimos de explosões de hélio.

Avançaram o que não precisava de estímulo: a burrice generalizada da opinião acrítica das massas incontroláveis. Isso cobrará seu preço em incompreensão, em gerações sem rumo, em vale-tudo, em ápices de lugares-comuns repetidos como se fossem ciência. Isso levará muito tempo para reorganizar-se e deve-se esperar que a China seja capaz de fazê-lo.

O império contra ataca. Wikileaks na berlinda.

Nas últimas semanas muito se tem falado acerca do Wikileaks. O “Wiki” é um gênero de página da internet, é isso ai, não é uma  página apenas (no caso a Wikipédia, que todos conhecem, e que popularizou o Wiki). Nesse tipo de página, pessoas podem alterar o conteúdo pelo qual navegam com facilidade e sem necessidade de revisão, de forma simples, um grupo de trabalho (global?) com as credenciais certas e objetivo comum, pode produzir conteúdo ad infinitum. O melhor exemplo é realmente o mais popular, a famosa Wikipédia, onde de acordo com níveis de colaboração dos usuários se constrói aquela que acredito ser a enciclopédia mais utilizada hoje em dia.

No caso do Wikileaks, o wiki serve a distribuição de documentos, via de regra diplomáticos, dos Estados Unidos da América. E seu grupo de trabalho, consegue tais documentos e os distribui de maneira eficaz, foi notícia nas ultimas semanas, pois divulgou um grande número de documentos que (novamente) colocou os EUA em saias justas diplomáticas pelo mundo todo. Conforme o tempo passa novas descobertas são feitas, e manchetes de jornal como as do El Pais – “Somos la octava potencia mundial y nos tratáis como un país de quinta fila” se tornam comuns.

Logicamente, o que já incomodava antes, agora parece ter subido de categoria, e os EUA decidiram por acabar com a brincadeira. Começaram uma caçada ao fundador do site, Julian Asange, e uma corrida por retirar o site wikileaks do ar. Na caçada ao fundador do site, acusaram-no de qualquer estpafurdice e colocaram a Interpol em seu encalço para que consigam prendê-lo a qualquer custo. Junto no pacote, começaram a lhe tomar dinheiro, e impedir doações. No caso do site… No caso do site é mais complicado, porque não há acusação formal estapafúrdia a se fazer contra o site, logo o que foi feito, muita pressão, a princípio. Primeiro começaram a retirar os apoios de servidores americanos que hospedavam o website, depois o mesmo ao redor do mundo em outros paises.

Resultado, hackers compraram a briga, se organizaram, e multiplicaram os servidores de hospedagem, além disso derrubaram websites de instituições financeiras que tomaram crédito de Asange, e de outras que lhe negaram doações, através de ataques DDoS(Ataque de negação de serviço, do inglês Distributed Denial of Service), nesse tipo de ataque, uma máquina mestre, comanda milhares (milhões?) de máquinas infectadas, a buscarem todas, ao mesmo tempo, determinada informação em um servidor, que vai sobrecarregar e parar ou travar. A figura demonstra bem o que acontece:

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A decadência do império norte-americano.

Há meses escrevi mais ou menos sobre esse assunto, aqui http://www.apocaodepanoramix.com/?p=927

Na ocasião, fi-lo sob um título propositalmente escolhido para não sugerir o tema explicitamente, até porque o texto de então falava mesmo da morte das estrelas, ainda que bastante superficialmente.

O processo da decadência norte-americano é longo, mas já iniciou-se; muitos sinais confirmam-no. As comparações também permitem identifica-lo, muito embora não se devam fazer como se a história se repetisse, que ela é muito complexa para isso, ou seja, para repetir-se.

Portanto, as comparações são se destinam a firmar relações de identidade, apenas de semelhança entre processos históricos. Elas permitam identificar fatos e ações que, em suas conformações gerais, costumam estar presentes em situações assemelhadas.

Hoje, os Estados Unidos da América têm metade de seus contigentes militares engajados em serviço – no Iraque e no Afeganistão, por exemplo – compostos de mercenários. Algo à volta de 195.000 homens contratados por empresas de prestação de serviços militares. Desses contingentes mercenários, apenas 05% são norte-americanos.

As cidades-estados gregas do período de ouro e do período helénico serviam-se de mercenários, mas não eram impérios. A Pérsia servia-se regularmente de mercenários gregos – basta lembrar-mos do grande Xenofonte – e era um império. Roma serviu-se episodicamente de mercenários, todavia a sua forma clássica era inclusão por concessão de cidadania aos anteriormente bárbaros.

A utilização militar de estrangeiros no formato romano tem mais similitude com a Legião Estrangeira francesa e com os Regimentos Gurkhas nepaleses, incorporados regularmente às forças nacionais francesas e inglesas, respectivamente. Trata-se, nesses casos, de uma assimilação, de uma incorporação às forças regulares nacionais.

Os norte-americanos estão simplesmente contratando mercenários estrangeiros para a defesa de seus interesses, para a defesa daquilo que faz de seu país um império global. Essa gente, embora tradicionalmente não reivindique a glória militar e o poder político, custa caríssimo. Os problemas que não dão por um lado, dão por outro, na forma do alto preço, que põe o Estado a retirar dinheiro da população para repassa-lo às grandes corporações militares.

Não há precedentes significativos da utilização massiva de mercenários pelos EUA, que até antes dos anos de 1990 iam às guerras com seus cidadãos e davam-lhes a retribuição pecuniária e honorífica pelos esforços feitos para o estabelecimento e manutenção do império. É verdade que o envolvimento dos EUA em guerras têm uma peculiaridade notável: o reduzidíssimo número de baixas humanas.

Um império não se percebe somente por suas características e condicionantes econômicas, ao contrário do que muitos querem. Também não se compreende apenas a partir das variáveis propriamente militares, também ao contrário de algumas opiniões. E, por fim, não se faz somente com a imposição cultural. Quer dizer, esses três fatores andam juntos; e é bobagem tentar apontar o que  se destacou primeiramente.

Se tudo se reduzisse ao econômico, não haveria qualquer problema na guerra por mercenários, como também não haveria qualquer problema no abandono de toda a simbologia nacional, bandeira e hino, por exemplo. Mas isso não acontece, nem está próximo de acontecer, provando que os Estados não estão a caminho de se tornarem em corporações empresariais, embora estejam a serviço delas.

Por outro lado, se tudo se reduzisse ao militar, seria absurdo ocorrerem decadências de impérios que, isoladamente, ainda são mais fortes que todos os outros possíveis rivais. Os impérios, na verdade, costumam ter forças muito além das suas necessidades, evidentemente desproporcionais a uma demanda de manutenção ou até de expansão. Isso demonstra que o setor militar consegue impor seu discurso para além de qualquer proporcionalidade.

O desvio de percepção aqui deve-se à confusão entre início e consumação de alguma decadência. A decadência romana, por exemplo, não se confunde com os saques da cidade no século V, quando nada mais havia, quando já não havia exércitos. A decadência começou quando esses exércitos estavam no auge de sua força. Ter um dia estado no auge de suas potências não lhes serviu de coisa alguma ou, melhor dizendo, um auge não serve às situações futuras senão, talvez, como indício de seu drama.

Dos aspectos culturais não falarei assim, como se fosse um tópico, porque são o fio condutor de tudo, permeiam e dão sentido a todo o processo. São eles que permitem a um historiador dizer que uma guerra de setecentos anos não pode ter sido de reconquista, senão de conquista; ou que permitiram a um cruzado inteligente afirmar que não havia quem ser liberado em uma certa Jerusalém invadida a bem dos estandartes galileus.

Outro aspecto factual assustador: o Império cria dinheiro do nada, em volumes enormes. Sabe-se que a mentira, assim como a burrice, não tem limites, mas sua eficácia tem. Cria dinheiro para que os outros comprem-lhe os produtos e eles próprios comprem dos outros o que necessitam e querem, com dinheiro barato. Mas, isso pode quebrar os outros.

Para andar sempre no limite da utilidade das comparações, lembro que Roma, em certos momentos, fraudou as quantidades de ouro e prata nas suas moedas, que eram usadas para a liquidação de quase todas as transações no mundo de então, quer dizer, na bacia do Mediterrâneo. Semelhante? Sim, mas diferente, apenas é um ponto de contato interessante.

A decadência do Império Norte-Americano será uma tragédia, não um drama. A vida, a história, enfim, é uma tragédia; dramas são situações interpessoais, não os grandes processos. E será trágico para eles e para os vizinhos próximos, embora seus efeitos devam ser sentidos pelo globo inteiro.

As decadências são tumultuadas e repletas de vai-e-vem. Haverá ondas de desarrumação, que se projetarão sobre uma América Latina que tenta, agora, arrumar-se um pouco melhor. Essas ondas não obedecerão a qualquer lógica pré-existente, o que vai exigir muito poder de percepção imediata da realidade, algo raríssimo.

As decadências consagram aquilo que os irresponsáveis fetichistas propõem, no seu democratismo raivoso. Ou seja, elas promovem uma avalanche de alternância de poder que nenhum democrata seria capaz de conceber. Um tumulto avassalador, que alguns convenientemente percebem como o convite ao totalitarismo fascista.

Esses períodos são profundamente demóticos, embora não democráticos, porque esta última pressupõe alguns rigores formais, impossíveis nos tumultos decadentistas. Todos os radicalismos apresentam-se na cena, geralmente de formas contraditórias aos próprios discursos e aos próprios interesses.

O caso recente do movimento político Tea Party é interessantíssimo. Essa gente afirma-se puramente liberal. Assim sendo, seria de supor-se que são a favor do livre comércio e da livre circulação de pessoas, que são corolários do liberalismo puro. Mas, não! Eles são contra a imigração e muito contra a imigração ilegal, ou seja, eles propõem intervenções e planejamentos estatais muito profundos para uma crença liberal.

A imigração ilegal, abstraindo-se de aspectos legais ou políticos, é o evento mais puramente exemplificador da dinâmica liberal de mercado, porque não passa do ajuste da oferta e da demanda e mão-de-obra barata. Então, reclamações de um Tea Party contra a imigração ilegal, feitas a bem das doutrinas liberais, não passam de uma enorme contradição.

Eis os perigos que coisas desse tipo representam: grupos organizados que têm uma base teórica e discursiva que no fundo desconhecem. Suas ações são desconformes ao que dizem seguir e defender, ou seja, são grupos de ação que precisam invocar alguma doutrina, embora ignorem-na solenemente.

Grupos assim destinam-se a organizar insatisfações muito difusas, que acabam por dirigir-se contra si mesmos. Novamente, o Tea Party fornece o exemplo. O grupo auto-proclamado ultra liberal e composto de novos-ricos fala contra os ricos! Os dados apontam que 20% dos integrantes do Tea Party declaram rendimentos anuais superiores a U$ 100.000, ou seja, não é uma congregações de pobres ou excluídos.

Antielitismo de elite é algo caricatural, é uma simulação que somente pode dever-se a profundas ignorâncias e a difusos desencantamentos. Ora, o vale-tudo liberal capitalista, incluindo-se aí a oferta abundante de mão-de-obra barata de imigrantes ilegais serviu-lhes para aumentar as riquezas e a concentração delas, nos EUA. Curiosamente, um dos financiadores do Tea Party é o bilionário David Koch.

A esse caldo de todos os ingredientes à mão, acrescentam-se religiosidades protestantes fundamentalistas, daquelas que pregam desde a abstinência sexual até o avistamento de profetas iluminados pelo sol do Texas e, provavelmente, calçados em botas de couro com esporas douradas.

Outro forte indício de que as várias indignações estão somente a iniciar suas organizações foi dado pelo Bureu Federal de Recenseamento. Hoje, 44 milhões de norte-americanos encontram-se abaixo da linha de pobreza e 01% da população controla metade das riquezas do país! Para quem gosta de números, eis deles que têm forte capacidade de antever o tamanho dos problemas que se avizinham.

Não haveria qualquer problema que os EUA se afundassem nisso tudo, se eles não comprassem grandes partes das produções do resto do mundo, se a moeda deles não fosse a unidade padrão de trocas, se não tivessem 10.000 bombas atômicas e se não tivessem a maior industria de entretenimento do mundo.

Eles precisam de conflitos, sempre!

Dois imbecis queimam o Alcorão.

Dois imbecis queimam o Alcorão.

A novidade do século passado foi a guerra ter-se tornado algo desejável por um elemento novo, além das habituais vantagens da conquista territorial e do saque ao vencido.

Ela tornou-se interessante em si mesma, por conta dos contratos governamentais que se podem celebrar, justificados pela guerra. Claro que sempre se soube e falou das vantagens dos fornecedores dos exércitos, mas isso não chegava para ser a motivação da tensão bélica permamente. Era um efeito lateral vantajoso para os fornecedores.

Hoje chega ao rol das motivações, provavelmente a mais destacada. É preciso haver conflitos permanentes e para haver conflitos permanentes ainda são necessárias algumas aparentes justificações, por mais tolas que possam parecer. O lobo tem que acusar o cordeiro de sujar a água que ele bebe, ainda que o primeiro conheça a lei da gravidade.

Para vender coisa pouca, carabinas e balas, por exemplo, há o tráfico de drogas, o México, a Colômbia e outras desculpas pueris. Para as coisas mais pesadas, há o espírito de Cruzada.

Para saquear Constantinopla e ocupar a Palestina, os bandidos liderados pelos franceses precisaram de mais que a própria vontade.  As massas que cortariam cabeças e eventualmente teriam as próprias cortadas, não se convenceriam pelas vantagens que não aufeririam. Seriam convencidas pelo espírito de Cruzada.

Há quem sirva à propagação desse estado de espírito sinceramente, ganhando materialmente pouco, quase que somente por estreiteza mental e fanatismo religioso. São utilíssimos aos que vivem do negócio da conflagração permanente.

Dois pastores imbecis do Tennessee queimaram exemplares do Alcorão. Não é provável que sejam grandes acionistas da General Dynamics, da Boeing, da EADS, da Dassault, ou de qualquer outra grande corporação bélica. São dois imbecis que desempenham um grande papel.

O livro ditado pelo Profeta iletrado não convida a qualquer intolerância contra os monoteístas que ligam suas raízes ao preconceito originado no deserto palestino. O livro afirma que o Galileu crucificado em Jerusalém foi um Profeta, merecedor de todo respeito como tal. O livro é extremamente respeitoso com a mãe desse Profeta.

Quando os seguidores do Profeta de Medina querem expressar suas raivas políticas e religiosas, eles queimam as bandeiras norte-americana, francesa, inglesa ou israelense. Eles não põem fogo nos textos daqueles escritores mal-alfabetizados em grego, do século I, ou na Torá, ou no Pentateuco.

Eles sentir-se-ão agredidos com essa atitude estúpida de dois pastores do Tennessee? Obviamente, e esse é precisamente o resultado que os senhores das corporações e dos bancos que com elas vivem em simbiose gozarão imensamente.

Eisenhower adverte sobre o complexo industrial militar.

O Presidente Eisenhower parece ter-se dado conta das dimensões do monstro criado no pós segunda grande guerra mundial. O complexo industrial militar tornou, desde então, todo o discurso sobre democracia e liberdades palavras destituídas de qualquer contato com a realidade. Apenas, fórmulas a serem propagadas e repetidas acriticamente por quem não está a perceber onde e como opera o poder real.

Em tradução livre, a partir de 1:01 do vídeo, diz Eisenhower: essa conjunção de um imenso aparato militar e uma grande indústria de armas é nova na experiência norte-americana. Sua influência econômica, política e até espiritual é sentida em todas as cidades, todas as casas e em todos os escritórios do governo. Nós reconhecemos a imperiosa necessidade desse desenvolvimento, embora não deixemos de perceber suas graves implicações.

Em 1:38, a indicação do cuidado que deveria ser tomado, mas que foi impraticável, depois, como se sabe: no governo, devemos precaver-nos contra a aquisição de indesejável influência, seja voluntária ou não, pelo complexo industrial militar. O potencial para o desastroso avanço do poder mal colocado existe… Não devemos deixar o surgimento dessa combinação por em risco nossa liberdade ou nosso processo democrático.

Eisenhower foi clarividente e explícito, o que são coisas difíceis. Realmente, compreender um processo histórico passado já é bastante complicado. Compreender o momento do processo em que se vive, é mais difícil ainda. Ele esteve certo e a advertência não resultou…

O terrorismo patrocinado pelos EUA.

Um documento da CIA, da unidade Red Cell, foi vazado na Wikileaks – http://wikileaks.org. Não é propriamente revelador, mas é totalmente confirmador de algo sempre sabido e sempre negado. Os EUA são a origem de muita atividade terrorista e, para consumo interno das altas esferas, trata do assunto com todos os nomes, sem a hipocrisia usual do discurso para o público geral.

Diz o documento, entre outras coisas, que “… ao contrário do senso comum, a exportação americano de terrorismo ou terroristas não é um fenômeno recente, e nem tem sido associado unicamente a radicais islâmicos ou pessoas de origens étnicas do Oriente Médio, África ou Sul da Ásia.”

Segue, nesta deliciosa linguagem direta que eles usam entre si: “… esta dinâmica desmente a crença americana de que nossa sociedade multicultural livre, aberta e integrada diminui o fascínio dos cidadãos americanos pelo radicalismo e pelo terrorismo.”

Fatos relatados no documento, sem as precariedades de uma tradução livre:

In November 2008, Pakistani-American David Headley conducted surveillance in
support of the Lashkar-i-Tayyiba (LT) attack in Mumbai, India that killed more than
160 people. LT induced him to change his name from Daood Gilani to David Headley
to facilitate his movement between the US, Pakistan, and India.


– Some American Jews have supported and even engaged in violent acts against
perceived enemies of Israel. In 1994, Baruch Goldstein, an American Jewish doctor
from New York, emigrated to Israel, joined the extremist group Kach, and killed 29
Palestinians during their prayers in the mosque at the Tomb of the Patriarchs in
Hebron which helped to trigger a wave of bus bombings by HAMAS in early 1995.


–  Some Irish-Americans have long provided financial and material support for violent
efforts to compel the United Kingdom to relinquish control of Northern Ireland. In the
1880s, Irish-American members of Clan na Gael dynamited Britain’s Scotland Yard,
Parliament, and the Tower of London, and detonated bombs at several stations in
the London underground.In the twentieth century, Irish-Americans provided most of
the financial support sent to the Irish Republican Army (IRA). The US-based Irish
Northern Aid Committee (NORAID), founded in the late 1960s, provided the
Provisional Irish Republican Army (PIRA) with money that was frequently used for
arms purchases. Only after repeated high-level British requests and then London’s
support for our bombing of Libya in the 1980s did the US Government crack down on
Irish-American support for the IRA.

Humor israelense… Ou "o amigo de meu inimigo é meu inimigo"?

O quadro é legal. E está tudo beleza, fora é claro, que foi feito por Israel em momento extremamente oportuno… Apesar de ser um quadro de humor, e não se dever dar-lhe mais importância que essa, foi feito quando Lula conseguiu o acordo com o Irã. Se fosse de qualquer outro lugar seria até mais engraçado, afinal só quem não gostou do acordo foram os EUA, Israel e a imprensa nacional. (Tudo bem, tudo bem, há outros paises que os Estados Unidos forçaram a estar em desagrado com o acordo, mas esses foram forçados… A força vale!? Afinal quem faz sexo a força é estuprador, e quem faz relações internacionais a força é o que?)

http://www.youtube.com/watch?v=4oaixch0aDY&feature=related

Segue abaixo outro vídeo de Israel, esse não tão engraçado assim… Será que algum programa de humor tem coragem de ironizar isso?

http://www.youtube.com/watch?v=dbCO-L1hPvo&feature=player_embedded

Spy vs Spy – Retaliação brasileira aos EUA.

Amostragem 1:

“Puta merda que imbecilidade, espero que entrem em algum acordo…”

“pqp, vou ter que começar a importar do ebay até comida, pqp ta foda mesmo. Agora que eu vi vai subir também o II pra relogio que é caro pra caralho no brasil. E pra carro de 35 pra 50% . viva a fronteira.”

“Que coisa doente, eu fico é feliz com o subsídio que os EUA dão pro algodão. Afinal é o povo americano que está pagando pro algodão ser mais barato pra gente aqui.”

“Vamos ver até onde esse país de Comunistas onde eu vivo vai aguentar… Quero ver quando isso aqui se tornar uma Venezuela…Vamo fazer fila pra compra um pacote de salsicha podre!”

“Porra, acho muita sacanagem quando fecham o mercado para produtos que num são produzidos por aqui… Onde vou arrumar oculos de sol com lente decente agora????”

Amostragem 2:

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