Thou canst not prove that thou art body alone,
Nor canst thou prove that thou art spirit alone,
Nor canst thou prove that thou art both in one,
Thou canst not prove thou art immortal, no,
Nor yet that thou art mortal – nay, my son,
Thou canst not prove that I, who speak with thee,
Am not thyself in converse with thyself,
For nothing worthy proving can be proven,
Nor yet disproven. Wherefore thou be wise,
Cleave ever to the sunnier side of doubt,
And cling to Faith beyond the forms of Faith!
She reels not in the storm of warring words,
She brightens at the clash of ‘Yes’ and ‘No,’
She sees the best that glimmers through the worst,
She feels the sun is hid but for a night,
She spies the summer through the winter bud,
She tastes the fruit before the blossom falls,
The hears the lark within the songless egg,
She finds the fountain where they wailed ‘Mirage!’
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As farsas têm público cativo. Quanto mais burlescas, superficiais e desempenhadas por personagens padronizados, mais chances de êxito com seu público têm.
Nicolas Sarkozy produziu encanto nos analistas políticos de revista Caras. São aqueles fulanos de frases rápidas, daquelas que julgam serem o máximo em graça e precisão, os ditos irresistíveis e impassíveis de objeções, enfim. No fundo, tolices com a superficiliadade própria dos deslumbrados amantes dos julgamentos sumários e dos personagens de filmes de entretenimento.
Quase toda personagem que estimula o próprio folclore indica duas coisas: primeiro, que está aquém de grandes postos; segundo, que desvia a atenção de seus desvios com a mitologia em torno a bobagens.
A mitologia de Sarkozy gira em torno da figura do amante sedutor, o que é o tipo de preocupação do espectador de novelas, mas não o tipo de abordagem que se dá ao Presidente da França.
A Gália escolheu não ter mais reis, por isso precisa de algo que se aproxime o máximo de um rei com mandato. O presidente na constituição da Vª República não é menos que isso: um rei com mandato. Ele pode ser de direita, de centro ou de esquerda, mas deve ter a dignidade do cargo.
O General De Gaulle produziu um efeito político interessantíssimo. Depois dele, só há duas formas de ser direita na França, a direita gaullista e a direita realista. Ambas são formas muito peculiares à França. A segunda só funcionou com Valéry Giscard D´Estaing, que se comportava mesmo como se fosse um rei para sete anos e talvez quatorze.
De Giscard pode-se dizer que aproximou-se um pouco do ridículo ao reestabelecer até mesmo o protocolo borbónico. Mas, não deu sua vida em espetáculo público, nem foi processado por supostas corrupções. Teve seus momentos de grandeza, foi proponente da Europa Federal.
Quando as opções à direita são por alguém que fuja às balizas gaullistas ou realistas, as coisas tornam-se arriscadas. E, o que pode dar errado geralmente dá.
Pois o Presidente da República Francesa está prestes a ser envolvido na investigação por pagamento de subornos na venda de submarinos ao Paquistão. Companhias francesas contratadas teriam pago suborno às autoridades paquistanesas e essas teriam retornado parte do dinheiro para a campanha de Edouard Balladur, em 1995. Sarkozy era ministro do orçamento, então.
Se as investigações marcharem e concluirem por envolvimento do Presidente, creio que de pouco lhe servirão os apoios de quem o vê como o sedutor apaixonado, o político eficiente e viciado em trabalho. Enfim, se concluirem que houve recebimento ilegal de fundos, a revista Caras e seus leitores dificilmente salvarão Sarkozy, a delícia de todos os analistas de cultura de revista.
Será curioso se ouvirem De Villepin…
Até o próximo dia 28 de novembro, acontece em João Pessoa, na Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego, um Salão Internacional do Livro. Há representantes da Argentina, Venezuela, Peru, México, Portugal, Espanha e França.
Não será a maior oportunidade literário do mundo, mas é alentador que ocorra, tal é a aridez que vivemos quanto à literatura e à disponibilidade de livros.
João Pessoa tem revelado iniciativas que diminuem um pouco a letargia cultural em que vivemos, pois estamos quase exclusivamente voltados para o entretenimento massivo, que implica barulho, bebedeiras descomunais, multidões em fúria, vandalismo e criminalidade. Tudo isso muito bem democraticamente distribuído e integrado por todas as classes sociais.
A capital do estado fica muito restrita a ser o parque de diversões cujos atrativos são sol, calor, praia, cerveja, peixe frito e simpatia com turistas. Para mim, esses encantos dizem pouco ou quase nada, que de praias gosto da visão, preferencialmente quando o sol já anuncia seu desaparecimento no horizonte. Sol, areia e água salgada não me dizem coisa alguma, embora seus inconvenientes sejam marcantes.
Estoutra urbe, Campina Grande, mergulha na aridez de cabeça e sem perspectivas de vir à tona. Que não tenha sol, areia e água salgada, acho que apenas lhe faz falta pelo que perde de receitas turística. O turista não é o elemento estrangeiro que contribui para a diversidade cultural. Os estudantes, ao contrário, esses desempenham esse papel.
Campina Grande não tem uma livraria que mereça esse nome, tem um grande teatro municipal que se encontra em obras há dois anos, não tem um mísero cinema que passe filmes que não sejam de puro entretenimento holywoodiano. Não tem um concerto musical, uma apresentação de um balé ou de alguma companhia de teatro.
Tem, sim, à farta, festas imensas em que o conúbio desprezível dos dinheiros públicos e privados contrata grupos reprodutores do sub-produto do que foram manifestações propriamente enraizadas na cultura local. Assim, inúmeras bandas de forró eletrônico, sem qualidades sonoras nem poéticas – na verdade, veículos de grosserias verbais profundas – abundam.
Concentrações imensas de pessoas a comportarem-se como em rebanhos, todos a reproduzirem os mesmos gestos, as mesmas frases feitas, os mesmos óculos de sol, os mesmos chapéus – pouco importa que esteja escuro – as mesmas camisetas dois números menores que o adequado, os mesmos músculos – tratados com os cuidados que o cérebro não merece – e a mesma embriaguez.
Todos vão enamorar-se e desenamorar-se, trocar murros, bater nas namoradas, trair e serem traídos, atropelar pedestres, lotar as emergências dos hospitais, colidir com seus carros em outros carros ou qualquer obstáculo, em um curto lapso temporal.
Na festa seguinte, quase tudo reproduz-se, à exceção das músicas ou barulho, que essas são descartáveis e no fundo ninguém lhes presta atenção, o que é até melhor.
Música da minha terra, na voz clara de Bethania.
Esse belo frevo de maestro Nelson Ferreira, O come e dorme, era considerado o hino do Clube Náutico Capibaribe. Por que raio mudaram? Faltava-lhe uma letra? Ora, que alguém a compusesse.
Lamartine Babo estava bem inspirado quando o compôs, porque é uma bela marcha, o hino de clubes mais bonito do país.
O adjetivo já é algo bonito. Flumen é rio, em latin. Fluminense o adjetivo relativo ao rio. Se eu espero que seja o campeão nacional deste ano? Claro!
Composição de Lamartine Babo.