A Poção de Panoramix

Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.

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O que atingiu o Pentágono, em 11 de setembro de 2001?

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Esse é um vídeo de seis minutos que pretende provar a fraude que é o vídeo revelado pela NBC, que conteria os momentos precedentes ao impacto de um Boeing 757-200 da American Airlines no Pentágono. O indivíduo que explica as imagens fez uma edição simples, basicamente passando o vídeo lentamente, fotograma a fotograma.

Realmente, parece haver um buraco nas imagens. O tempo pára por alguns instantes, em que há qualquer coisa parecida com a fuselagem de um avião, no canto inferior direito. A suposta fuselagem ainda está no mesmo lugar quando se vê a explosão no Pentágono.

Parece evidente que o vídeo passado pela NBC foi editado. É difícil de conceber uma explosão antes do impacto, como está no tal vídeo. Mais interessante ainda são as imagens captadas por um helicóptero. Essas refletem uma explosão por impacto de um objeto. São coerentes, embora não permitam precisar qual foi o objeto. A explosão ocorre após o impacto – como se espera que seja – e é bastante menor que nas imagens oficiais da NBC. E o tal objeto – isso é apenas suposição – parece mesmo um míssil de cruzeiro. Quem quiser, vá direto ao ponto de 5:12 do vídeo (cinco minutos e doze segundos).

Lula faz o único discurso coerente sobre armas nucleares no Security Summit 2010, em Washington.

O presidente Lula fez a única proposta séria no Encontro de Segurança, que ocorre em Washington DC, a propósito de arsenais nucleares. Ele propõe a extinção de todos os arsenais, nem mais, nem menos.

É quimérico? Claro que é. É relativamente confortável para o Presidente de um país sem armamentos nucleares propor sua total extinção? Também é. Mas, apenas ele, Lula, atreveu-se a fazer tal proposta, diante de líderes dos possuidores dos armamentos.

Evitou as intermináveis hipocrisias e disfarces que se utilizam nessas ocasiões. E não se poderá dizer que o líder de uma crescente economia, como é a brasileira, é um fulano qualquer, cujas palavras destinam-se a evaporar-se rapidamente.

Apesar de você – os caminhos da justiça.

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Um vídeo documentário sobre as violações à integridade física e moral de cidadãos brasileiros, praticadas ilegalmente por agentes do estado, no último período ditatorial brasileiro.

Oportuno, porque o supremo tribunal federal está na iminência de julgar uma ação direta de inconstitucionalidade movida contra a lei de anistia, promulgada em 1979. Essa lei, na interpretação que se lhe tem dado, daria anistia aos crimes praticados pelos agentes do estado

Interpretação errônea, pois os crimes de lesa humanidade, tortura, esturpo, sequestro, praticados por agentes públicos, em nome do estado, não são passíveis de anistia, graça ou indulto. Além disso, o direito não reconhece a auto-anistia.

Espera-se que o stf dê a correta interpretação da lei e alinhe o Brasil com vizinhos mais evoluídos que tratam do assunto com seriedade, como a Argentina, por exemplo.

A Falange quer silenciar Baltasar Garzón.

O juiz Baltasar Garzón Real.

Um texto de Andrei Barros Correia

Baltasar Garzón Real é juiz da Audiência Nacional de Espanha, máximo tribunal ordinário do reino. No mundo, tornou-se conhecido por ter processado, julgado e emitido um mandado internacional de captura contra Augusto Pinochet, ditador chileno, por tortura e assassinato de cidadãos espanhóis. Trabalhou a partir de muitas informações, notadamente um relatório da Comissão Chilena da Verdade.

Iniciou investigações sobre o desaparecimento de mais de 100 mil pessoas, durante a ditadura de Francisco Franco. Antes, já trabalhou com os crimes de terrorismo dos separatistas bascos e as detenções ilegais de cidadãos de diversas nacionalidades, encarcerados no campo de concentração norte-americano em Guantánamo.

Por conta da iniciativa relativamente aos desaparecidos do franquismo tornou-se alvo da Falange – ou o que dela remanesce – partido fascista espanhol que dava suporte ao regime franquista. Um notório falangista, o juiz Adolfo Prego de Oliver, do Tribunal Supremo, tomou a seu cargo a tarefa de tentar silenciar Garzón.

Adolfo Prego é patrono da associação neo-franquista Defensa de la Nación Española, firmou um manifesto contra a Lei da Memória Histórica, nunca se furtou a participar em atos públicos a favor do golpe militar de 1936 e da ditadura que lhe seguiu, por quarenta anos. Convém lembrar, também, que o lado político ardorosamente defendido por Adolfo Prego foi responsável pela deflagração da Guerra Civil Espanhola, uma vez que, não aceitando os resultados eleitorais, patrocinou o golpe e a guerra.

O juiz do Tribunal Supremo está a funcionar como magistrado e parte, o que é, no mínimo, repugnante a qualquer direito. Assustador é que isso acontece em um país rico – renda per capita de U$ 33.700,00 – com economia grande e diversificada, produzindo desde laranjas a aviões. Um país que, hoje, pretende-se conhecido por cultivar liberdades, diversidade cultural, letras, artes e ciências.

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Barcelona guanya al Santiago Bernabéu. Madrid avui és Catalunya.

Messi comemora em pleno Bernabéu.

Não sei catalão – como o título pode sugerir – mas o Google tradutor sabe, então… Bem, o Barcelona assumiu a liderança do Campeonato Espanhol, hoje, após derrotar o Madrid em pleno Santiago Bernabéu. Messi marcou apenas um, coitado, ele que contra os ingleses fizera quatro. Pedro Rodriguez ocupou-se de marcar o outro.

Meus caros Thiago e Severiano, castelhanos por adoção, por vocês lamento. Todavia, ainda há tempo de mudar de opinião e deixar de lado esses símbolos do franquismo, mais que de Castela, propriamente.

O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Ou, como uma tolice pode ter um nome chamativo.

Energia sendo liberada pela divisão do núcleo.

Conceptualmente, não há diferença alguma entre o número de armas nucleares suficiente para destruir o mundo, o número suficiente para destruí-lo duas vezes ou o número suficiente para realizar a obra quatro vezes. Aliás, destruir-se o mundo – na verdade, eliminar a vida humana na terra – é algo que somente pode acontecer uma vez. É simples de perceber isso, mas, não obstante, é comum falar nesses conceitos impossíveis.

A partir de um certo ponto, as diferenças quantitativas não implicam diferenças qualitativas. Então, por exemplo, se 1.000 megatons são suficientes para exterminar o bicho humano da terra, pouco importa se o estoque de energia variará entre 10.000 e 5.000 megatons. Diferenças haverá entre 1.000 megatons e nenhum, pois ai retorna-se à possibilidade de se pensar na escala qualitativa: mais ou menos destruição, porque a partir de toda destrição, ela não acontece mais.

Depois que os EUA, a então URSS, a Inglaterra, a França e a China passaram a deter um estoque de armamentos nucleares – de fissão e de fusão – suficiente para realizar a ante-sala da parúsia, resolveram encenar uma divertida peça de burla mundial chamada Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. E a platéia gostou.

A diversão consiste em proclamar que o que existe é fato consumado e não se discute. E que só existe para quem já tem, ficando os espectadores impedidos de pensar e querer ter também e – pasmem – convencidos de que isso é bom!  Ora, alguém já disse que as platéias quase sempre são piores que os atores e deve ser verdade. Então, dezenas de países espectadores acorreram sofregamente aos balcões de negócios da ONU para firmar, no canto das páginas, o roteiro do espetáculo.

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Deputada Cida Campos em bom momento.

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Vale a pena ver esse vídeo. A Deputada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Cida Campos fala a propósito de um deputado que pretende ser indicado para O Tribunal de Contas (ou seria de faz-de-contas?). Fala em termos claros, sem eufemismos, para silêncio e constrangimento geral dos deputados presentes. Chama o pretendente de ladrão de dinheiros públicos, aponta inquérito e processo em isso foi apurado e pergunta se uma pessoa dessas preenche o requisito da reputação ilibada. É devastador, mas começo a crer que o pretendente está bem habilitado para o tribunal.

Farisaísmo pequeno-burguês.

Os indivíduos de extração aristocrática não fornecem os melhores exemplos de farisaísmo. Oferecem, claro, os melhores retratos de decadentismo, de certo anacronismo e, geralmente, de indiferença. Como o termo aristocrata, hoje, é muito impreciso, e mesmo impróprio, ele pode ser indutor de confusão. Basta lembra que é corrente tomá-lo por sinónimo de rico, o que não está conforme às suas raízes históricas.

Pode-se reter do significado original algo aproximado a um estoicismo de intelectuais de relativas posses. Fica evidente , então, que remanesce somente a palavra, utilizada para denominar os mais ricos que têm algum gosto. Para o que se aborda, essa delimitação deve bastar, porque a intenção é apontar dois grupos sociais e evidenciar um comportamento mais associado a um deles que a outro.

A pequena introdução justifica-se pela dificuldade de distinguir grupos sociais por critérios mais abrangentes que a mera detenção de um nível de renda. Por esse último critério, é bastante fácil estratificar as pessoas em classes A, B, C, E e até ao infinito. Todavia, das classificações essa é a menos precisa para revelar formas de pensar e para estabelecer identificações recíprocas. Um milionário e um médio-classista podem estar muito mais próximos ideológica e comportamentalmente do que suas diferenças de fortuna permitem supor.

Aceitemos, então, que aristocrata e pequeno-burguês são termos que designam grupos sociais. Insisto, sociais, não necessariamente econômicos. Os primeiros – sejam decadentes, sejam delinquentes, sejam o que forem – não esperam aceitação, nem afirmam a diferença, simplesmente crêem que ela existe. Isso é a matriz da arrogância, que em sociedades de massa engendra a degeneração da indiferença, fermentada na ignorância. Como não têm, em sua vasta maioria, reais méritos, são um simulacro. Mas, uma coisa é certa, não carregam culpas e são subjetivamente passivos.

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Recep Tayyip Erdogan perdeu a paciência: Israel é a maior ameaça à paz no médio-oriente.

Não foi um jornalista ou um escrevedor sem maiores compromissos políticos que disse uma grande verdade. Foi o primeiro-ministro da Turquia, em visita a Paris, a dizer o óbvio, sem meias palavras e com fundamentos. Não é algo desprezível, considerando-se que a Turquia é aliada de Israel e que os chefes de estado e de governo têm um pacto implícito com o eufemismo e a hipocrisia. É do trabalho deles, enfim.

Se um país recorre à força de maneira desproporcional, na Palestina, em Gaza, usa bombas de fósforo, não vamos dizer parabéns. Vamos lhe perguntar por que age dessa maneira. Houve um ataque que deixou 1.500 mortos e os motivos apresentados são falsos.

A Turquia é um precioso aliado do estado israelense e uma das chaves disso é que a escassa água que corre na Palestina vem precisamente de cima, dos vizinhos turcos. O primeiro-ministro avançou uma interessante posição no jogo para entrar na UE, pois a crítica explícita a Israel insere-se nesse contexto também. Vejamos se o senhor Sarkozy e a senhora Merkel terão habilidades suficientes para o assunto.

Liga dos Campeões: arrogância futebolística britânica deve ser repensada.

As finais da Liga dos Campeões envolverão o espetacular Barcelona, a Inter de Milão, o Lyon e o Bayern de Munique. Os britânicos Manchester e Arsenal foram eliminados, respectivamente, pelos alemães e pelos catalães.

Isso é interessante porque há mais ou menos vinte anos as equipes britânicas subiram a um patamar de dispêndios e de auto-confiança que apenas a reciclagem dos dinheiros da máfia russa podiam autorizar. Lembro-me quando as equipes inglesas adquiriram quase todos os futebolistas bons que havia na França. Depois, estenderam o furor aquisitivo sem quaisquer fronteiras.

Isso foi acompanhado pela crença generalizada de que eram equipes infalíveis, por conta de seu potencial econômico. Idéia fácil de vicejar, já que a moda é achar que tudo se resume a dinheiro. Não obstante todo esse dinheiro, eis que o encanto começa a desfazer-se e surgem, inclusive, indícios de que essas equipes não têm as contabilidades mais saudáveis do mundo.

Mas, coitados, sem dinheiro e só com britânicos a jogar, vai ser mesmo difícil para os súditos de Elisabete II.

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