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Bela cena da Pantera Cor-de-Rosa de Blake Edwards. A provar que geralmente os originais são melhores que as cópias.
Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.
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Bela cena da Pantera Cor-de-Rosa de Blake Edwards. A provar que geralmente os originais são melhores que as cópias.
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Além da simpaticíssima pantera, Sir David Niven, Peter Sellers e Claudia Cardinale…
O Presidente Lula lançou o edital para contratação das obras do trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro e Campinas. Na ocasião apontou os responsáveis pelo seguimento adiante do projeto, entre eles Dilma Roussef, a candidata a presidente. Ela realmente é uma das responsáveis, pois era, há pouco, a ministra mais poderosa do governo.
O Presidente não disse vote em Dilma Roussef ou não vote em José Serra. Ele disse que ela trabalhou naquele projeto que estava a ser lançado. Isso não configura qualquer infração eleitoral e é deveras comum.
Por conta disso, uma zelosa e aparentemente muito parcial procuradora do ministério público eleitoral anunciou na imprensa que vai pedir punição para o Presidente e para a candidata Dilma Roussef. A parcialidade é tão evidente que a doutora anuncia seu furor persecutório a um dos lados nos jornais, antes mesmo de intentar qualquer ação judicial!
O agente político não pode servir-se do Estado para fazer sua campanha mas pode, sim, revelar a paternidade de uma e outra obra. Aliás, exatamente como faz o Governador de São Paulo, o que sucedeu a José Serra, que vive a inaugurar obras e lançar projetos e a dizer isso foi o Serra que fez.
Curiosamente, o ministério público eleitoral não vê nas condutas do atual governador de São Paulo qualquer infração – e não há mesmo – embora sejam essencialmente as mesmas que aponta como delituosas no Presidente da República.
Ora, uma das perguntas a serem feitas é: a população pobre deste país paga caríssimo por um ministério público de salários régios para ele ser parte das engrenagens de um golpe judicial contra a democracia?
O Senado da República Argentina aprovou a lei que institui o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes, o projeto fora aprovado na Câmara dos Deputados. Formalmente ainda depende da sanção da Presidente Crisitina Kirchner, mas ela já sinalizou fartamente que é a favor da lei.
Será o primeiro país sul-americano a alargar o âmbito jurídico das uniões conjugais, sem considerações de gênero. É verdade que as uniões civis entre homossexuais já se admitem no Uruguai e no Distrito Federal de Buenos Aires, mas sem todas as consequências jurídicas do casamento.
Quase toda a resistência ao projeto veio da Igreja Católica de Roma, no caso argentino. Realmente, o catolicismo resiste tenazmente à utilização do nome para uniões que não sejam entre pessoas de sexos biológicos diferentes, o que induz a pensar que toda a controvérsia é de natureza terminológica.
Todavia, essa abordagem escamoteia uma insuficiência de visão histórica. O cristianismo apropriou-se de algo precedentemente existente como instituto jurídico e deu-lhe características novas. Do ponto de vista estritamente jurídico nada induzia a considerar o casamento como um enlace perpetuamente limitado a considerações de gênero. Para constatá-lo, basta considerarmos as várias alterações que outros institutos de direito de família sofreram historicamente.
A história do direito civil conheceu a possibilidade de afastar descendentes biológicos da herança, a impossibilidade de todos os filhos exceto o primogênito herdarem, a impossibilidade do cônjuge herdar e outras mais limitações. Ou seja, não há estabilidade nesses institutos que conduzam ou justifiquem a imutabilidade do casamento nas leis civis.
Além disso, as pressões religiosas em um estado laico são iguais a quaisquer outras resultantes de movimentos sociais, como sindicatos e associações de classe. Nesse aspecto desponta uma pouco sutil arrogância católica, que age como se suas pressões fossem ontologicamente superiores a outras.
Aos defensores das soluções de compromisso, uma das quais seria consagrar as uniões homossexuais sob outro nome, convém lembrar que o princípio da igualdade serve-lhes também. E, para homenagem a esse princípio é fundamental que um instituto jurídico, o casamento, no caso, seja inspirado plenamente na noção fundamental de igualdade jurídica.
Haverá, como é fácil antever, dois casamentos. Um, o consórcio entre duas pessoas, formalizado dentro da lei civil e gerador de todos os efeitos previstos. Outro, o consórcio formalizado segundo as regras de uma instituição não-estatal, que não suscita efeitos legais, apenas sociais entre os seguidores dessa instituição.
Há certo tudo-ou-nada intelectual que confunde a linha das semelhanças com a identidade absoluta. Ora, a identidade só a temos entre nós e nós mesmos. A linha das identificações, percorre-se juntamente aos demais indivíduos e grupos deles.
O ponto de contato não é o signo de alguma igualdade absoluta, nem a recomendação de buscá-la. É o ponto de contato, a que se podem ajuntar outros e perceber maiores ou menores similitudes!
Quando fala-se em identificações culturais muitos percebem a escolha desse assunto como se fosse uma proposta ou um desejo. Não é. Trata-se de falar de algo que existe, como existe a vontade de comer ou a necessidade de dormir. Lembro-me, agora, de um episódio de há mais ou menos quinze anos, que vai sumariamente contado de memória.
A aviação naval norte-americana bombardeou a Sérvia, a partir de seus navios porta-aviões no Adriático. Depois da gloriosa missão, as naves atracaram no Pireu e os soldados desembarcaram como sempre o fazem. Ávidos das delícias do chão firme, de uma avidez aumentada pelo gozo dos recentes sucessos destrutivos.
Quem está fremitoso por gozos tende a não calcular bem a receptividade que terá por terceiros, que talvez cultivem outros gostos. Aconteceu que a soldadesca norte-americana pensasse que sua missão era indiscutivelmente bem-aventurada e que, portanto, seria celebrada pela receptiva população ateniense.
E aconteceu exatamente o contrário. Não somente os atenienses não os recebiam como a heróis de festa e descanso merecidos, como entraram em conflitos físicos com eles e lhes deram muitos sopapos. Se fossem gente mais atenta à história e à cultura, saberiam que não se matam sérvios e depois se confraterniza com gregos.
Sérvios e gregos são ortodoxos, estiveram sob o mesmo domínio otomano, lamentaram a queda do Patriarcado de Constantinopla, compartiram, enfim, muitas situações. Sérvios e gregos são diferentes e não querem tornar-se uns nos outros. Mas, têm pontos de contato e, embora um grego não seja, não se ache, nem se queira tornar em sérvio, tampouco fará festa com quem vem de matar sérvios.
Isso é identificação cultural e fica evidente – a repetição não é aqui inútil – que não é igualdade nem vontade dela. Imagino que se uma esquadra de qualquer nacionalidade, que acabasse de bombardear Madri, fosse comemorar o feito em Buenos Aires, passaria pelo mesmo que os norte-americanos em Atenas. E não significaria que os portenhos quisessem sem madrilhenos, apenas que há entre eles pontos de contato.
Imagino ainda que uma tropa que viesse de praticar a destruição e o morticínio em Londres não seria recebida com festa em Nova Iorque. E imagino que poucos imaginam os norte-americanos a quererem ser ingleses. É questão de identidades culturais.
Porque esse não é um texto de júbilo nem de instigação à felicidade, vou transbordar uma última imaginação, terrível. Imagino que se uma esquadra viesse de destruir Lisboa e aportasse em qualquer grande cidade brasileira, duas coisas ocorreriam, possivelmente. Ou a indiferença, ou a festa sem limites.
Somos sem raízes mais profundas e por isso não compreendemos quem as tem e as reconhece. Por isso acusamos qualquer busca de pontos de contato de ser vontade de tornar-se o outro. Achando ridículo que pontos de contato hajam, acreditamos nos que não há e, aí sim, transparecemos uma vontade servil de tornarmo-nos em outros que nunca seremos.
Corremos o risco, nós brasileiros, de sermos o povo mais perigoso do mundo, caso continuemos o rumo do enriquecimento que agora seguimos, de par com a profunda superficialidade de meninos mimados que professamos. Porque vamos ao sabor dos ventos, não reconhecemos ponto de contato algum e assim visamos a todos.
Muitos seres mais pragmáticos que o pragmatismo praguejam contra as celebrações decorrentes de vitórias futebolísticas. Dizem – para ficarmos no episódio evidente da Espanha – que os espanhóis não terão melhoradas suas condições de vida, que o desemprego não recuará e que a idade para reforma continuará a mesma, a despeito de terem vencido o mundial de futebol.
Outros trilham o caminho inverso da tolice e ficam a dizer que estudos científicos atestam que os países ganhadores de mundiais apresentam crescimento econômico entre 0,258% e 1,473% superior ao de países que não ganharam! Ou trilham pela vertente da auto-ajuda que se pretende neurociência e dizem que a vitória produz um estímulo psico-social benfazejo que impulsa o país adiante, porque melhora a auto-estima e coisa e tal.
Esses dois pólos de abordagem têm em comum a necessidade de instrumentalizar o futebol. Ora, para instrumentalizar o futebol como meio de ganhar rios de dinheiro tem-se a Fifa!
É circo a inebriar as massas? É, sim, e daí? A política, as religiões também o são, e muito mais nocivas.

Iniesta.
A equipe espanhola jogou o futebol mais bonito desse mundial e foi a grande campeã, merecidamente. Abundaram os talentos e o toque de bola rápido e para frente, como apontou Tostão.
E Diego Forlán, do Uruguai, foi escolhido o melhor jogador do mundial, e foi.

Paisagem no lago Genebra.

Genfersee mit Savoyerbergen

Retrato de Helene Weigle

Música ao longe
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Lembra-nos Pedro que Mercedes Sosa faria, ontem, setenta e cinco anos. Realmente, La Negra tinha uma voz privilegiada, tanto em potência, quanto em timbre, quanto em afinação.
Achei essa interpretação de Gracias a la vida muito bonita. O violão faz um simples e belo acompanhamento.
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Excelente vídeo!
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