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Ontem, por acaso, estava revendo um filme que vi há uns dois anos atrás.. Princesas, é a estória de uma prostituta espanhola que vive em Madrid, e sua amizade inusitada com outra prostituta, essa, da República Dominicana. O filme é bom, não tem nenhum figurão desses do cinema atual, o diretor não é famoso, ou pelo menos não o suficiente pra ser conhecido aqui pelo Brasil, os atores e atrizes da mesma forma.. Não passou no cinema, e não obstante, o filme é bom..
Por isso mesmo, depois de vê-lo me pus a pensar, por pura falta do que fazer, no cinema americano. Onde são necessários, não apenas grandes nomes artísticos conhecidos, como também grandes produções, muito dinheiro e etc.. E nada, ou quase nada, de criatividade. Segundo informação contida no o pequeno documentário “Everything is a Remix“, 74 das 100 maiores bilheterias dos ultimos 10 anos, são adaptações, de outros filmes, quadrinhos, histórias, e livros. Assim sendo, adaptações de coisas já existentes, algumas vezes até versões Hollywoodianas de filmes já feitos em outros lugares. Não que vá surgir em todo filme a idéia original, mas também não precisa ser tudo a cópia, da cópia da cópia. O Everything is a Remix sobre filmes é o segundo, e vale a pena ser visto:
Por gostar de filmes de super heróis, e esses majoritariamente serem americanos, pra mim, o exemplo clássico é o filme do Hulk, que tem uma versão em 2003, e outra em 2008, são completamente diferentes, muito ruins, como a maioria dos filmes de super hérois que eu gosto, mas não são continuação, não têm coorelação, enfim, são dois filmes do Hulk, com um elenco todo diferente, separados por.. 5 anos??
Com isso na cabeça fui navegar por ai, e encontrei essa série de fotos, de astros o cinema de antigamente e de hoje, onde os rostos se sobrepõe. E percebi que não só os filmes são cópias das cópias, os astros seguem tambem por um linha tênue de semelhança, não sou tão teórico da conspiração a ponto de pensar em clonagem, mas as semelhanças são muitas, e a fama também, é uma pena que a qualidade das películas tenha caido tanto… Mas a admiração é praticamente pelos mesmos rostos, mudam apenas os nomes…

Audrey Hepburn - Natalie Portman

Cary Grant - George Clooney

Marlyn Monroe - Scarlett Johansson

James Dean - Robert Pattinson

Elizabeth Taylor - Angelina Jolie
PS1: Os três vídeos da série “Everything is a Remix” são muito interessantes, o primeiro fala de música e se concentra um pouco em cima do Led Zeppelin, o segundo é sobre cinema, e é esse que foi postado, e o terceiro é sobre criatividade.. Os links são primeiro e terceiro.
PS2: O trabalho com as fotos foi desenvolvido por um estudante de arte sueco chamado George Chamoun e chama-se “Iconatomy“.
Não por acaso, Rocky Racoon é a ultima música que entra na lista, é que tambem é pra ela que eu mais gostaria de chamar a atenção. Pra galera que diz que Beatles é iêiêiê, de forma pejorativa… Triste… =)
http://www.youtube.com/watch?v=wNRH7_Kd5Yc
Domingo a noite é dia de música e vídeo. Há tempos. =)
Nesse espaço rolou muita coisa boa, patrocinada por Andrei, e espero eu, corresponder as expectativas na primeira vez que é outra pessoa que escolhe as canções.
Depois de muito tempo, a Poção muda novamente de tema. O que usávamos antes, era quase que excluivamente, por causa da facilidade de implementação do Google Adsense, uma experiência frustrada de rentabilizar o blog através dessa Meca dourada do Google.
O novo tema, penso eu, é mais limpo, facilita a leitura e tem um toque a mais que são as fotos carregadas no canto supeiror direito, são nove fotos diferentes, que mudam sempre que a página carrega, algumas de Campina Grande, outras de Recife, uma de nosso Druida-mor, enfim…
Tambem agora há mais integração com as redes sociais, é mais fácil compartilhar links do Blog pelo Twitter, Facebook, e Orkut, além do LinkedIn, e o Twitter da Poção está presente na pagina principal.
Além disso, tambem há agora a figura dos “posts relacionados” em cada post, que é auto explicativa, relaciona os posts com o mesmo, ou quase o mesmo conteúdo, no Blog. E por fim, mas não menos importante, os posts mais comentados agora ganham destaque, bom, tudo isso pra tentar dar mais interação a página, afinal os leitores tem que se manifestar também! Espero que as mudanças sejam satisfatórias e por agora é isso.
O Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai mantém uma união aduaneira e a liberdade de circulação de pessoas que, cautelosamente, não evolui para mais que isso. A lentidão no aprofundamento do Mercosul revela-se sensata. É difícil partir-se para moeda única, para a criação de instâncias governamentais únicas mais poderosas e para a liberdade comercial plena.
Nossas histórias não têm turbulências bélicas que recomendem tal nível de integração como prevenção de futuros conflitos. E nossas origens coloniais, com a colonização a sobrepor-se a culturas pre-existentes, não indicam que pensemos um pertencimento único, nem um futuro único.
Claro que boa parte desses aspectos aparentemente desagregadores foi estimulada e destacada pelo novo colonizador, os EUA, que nunca tiveram interesse no êxito da união. Mas, por outro lado, também é claro que nossas semelhanças recíprocas são maiores ou, no mínimo, semelhantes àquelas que inspiraram a União Europeia. A coisa é possível, enfim.
Hoje, a circulação de mercadorias é praticamente livre, embora haja casos de taxações extraordinárias. Mas, de regra, o comércio entre os países do Mercosul não se submete a impostos de importação e exportação, o que configura uma quase união aduaneira.
A circulação de pessoas também é deveras facilitada. As estadias dos nacionais em qualquer dos quatro países independem de visto e de passaporte, para estadias de até noventa dias. Para permanências a trabalho ou por qualquer outra razão, exige-se o visto, mas, na prática, as políticas soberanas dos países não impõem dificuldades à obtenção desses vistos. O trânsito de estudantes é muito intenso, por exemplo, e duvido muito que tenham se preocupado em pedir vistos e, no fundo, ninguém os molestará.
Interessante que cada país tem coisas que muito interessam aos outros. Falo aqui de profissionais licenciados naquelas que se costumam chamar profissões liberais. Ora, os quatro países julgaram-se reciprocamente confiáveis a ponto de permitirem o trânsito de mercadorias sem impostos, por que não deveriam liberar totalmente o trânsito de pessoas e franquear-lhe a liberdade de exercício profissional?
O que já foi feito significa um elevado nível de confiança e de vontade de integração. Significa que eles se reconhecem em situações institucionais semelhantes. Significa que reconhecem situações semelhantes para suas aduanas, para seus órgão de imigração, para seus órgão de regulação da qualidade industrial.
Por que não significaria reconhecimento igual de suas instituições de ensino superior? Se um carro feito na Argentina é legalmente idêntico a um feito no Brasil, por que um engenheiro licenciado na Argentina seria diferente de um brasileiro? Ou um médico? Tecnicamente, por razão nenhuma, claro.
A razão da vedação do livre exercício das profissões regulamentadas é puramente reserva corporativa de mercado. Reserva que se esconde atrás dos argumentos mais pueris possíveis. É hilário, por exemplo, uma corporação de ofício, a dos médicos, por exemplo, a defender a reserva de mercado amparada no argumento qualidade.
Qualidade? Qual o indicador que os levou a dizer que a qualidade da formação de um médico argentino é inferior à de um brasileiro? Na verdade, vistas as coisas de longe, sob perspectiva ampla, a conclusão contrária seria muito mais provável! E, mais provável ainda, é que a corporação de ofício queira, atavicamente, reservar-se o poder de dizer quem pode e quem não pode exercer o mister semi-divino e bem remunerado.
Não haveria maiores dificuldades práticas – e haveria nenhuma jurídica, além da empulhação habitual dos juristas – em tornar os currículos iguais, no caso da medicina e da engenharia. Afinal, são coisas que funcionam segundo as mesmas lógicas, independentemente das fronteiras políticas e geográficas. Mas, as corporações de ofício defendem seus poderes corporativos.
Com relação a advogados, a coisa seria mais simples ainda. Trata-se de um grupo em que a maioria é tão mal alfabetizada que a competição não precisa de reservas de mercado muito intensas. Além de ser grupo muito abundante, claro. Que problema haveria se uma invasão de advogados tomasse a Argentina? Nenhum, pois mal escrevem em português e em castelhano nada!
Para o público em geral, pouco importa que o médico a lhes atender seja brasileiro, paraguaio, uruguaio ou argentino. Importa que seja bem atendido e aos menores preços. Isso incomoda a corporação médica brasileira que, relativamente escassa, cobra o que quer e atende como quer. Superficialidade, negligência, erro são coisas do dia-a-dia, a que os clientes resignam-se.
São bons, muito bons e orgulhosos de suas competências? Então, não deviam temer a concorrência dos outros, que nada indica serem piores, ao contrário.
Ponhamos os bons frente aos ruins, então. Reconheçamos diplomas automaticamente, libertos dessa falsa noção de superioridade que quer manter uma qualidade que não se vê, ou coerentes com a noção de que os melhores não temem os piores. Escolham a lógica segundo a qual querem defender-se!
Por Daniel Miranda Castro
Tanto tempo, quanto tempo
Quase penso
Da inércia, nasço tenso
No processo, não me aguento
Logo travo o andamento
Com o sonho me contento
Sinto ser muito propenso
A não expor meu rendimento
Falta um toque de bom senso
Nos tratores truculentos
“Pense mais no seu sustento”
“Pense menos no momento”
“Replique e serei violento”
Em tormento e só, me sento
Me exilo no caderno
Teço traços pós-modernos
Sentimentos muito ternos
Mas a técnica é um inferno
Contudo lacro o diário
E não me sinto um perdulário
Sei da física ao contrário
Da história atrás do armário
Por um tomo libertário
Nas artes um santuário
Seria até um visionário
Se tivesse um bom salário.