Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.

Autor: Andrei Barros Correia (Page 83 of 126)

A tristeza do lusco-fusco.

Neste momento em que me ponho a escrever tenho dúvidas se já não disse o mesmo, antes. Parei a pensar e não saí da dúvida, resolvi não verificar. Busquei lembrar e não consegui, talvez por ter pensado tanto nisso que pareceu-me ter escrito já.

Estive por mais de dez anos em um colégio jesuíta, em Recife. Era enorme e no bairro da Boa Vista. Tinha prédios, uma igreja a Nossa Senhora de Fátima, dois campos de futebol, três quadras para handebol, basquete e futebol de salão e vólei.

Tinha árvores: mangueiras enormes ao redor dos grandes espaços vazios, que eram os campos de futebol. Chamo-os assim porque não eram gramados, eram campos de terra. Não perderia a ocasião de chama-los relvados, assim poeticamente, se fossem.

Morava mesmo em frente ao colégio, precisamente em frente à parte mais histórica dele, o Palácio da Soledade, ou Palácio dos Bispos, ou dos Governadores. Este prédio acolhia as classes do que se chamava curso científico, os três últimos anos do ensino regular antes de alguma faculdade.

À distância de um atravessar de rua, ia muito ao colégio à tarde, embora sempre tenha tido as classes pela manhã. Íamos jogar bola, futebol, no campo grande em frente ao prédio do ginásio.

O futebol estendia-se até ao terrível momento em que já não é tarde nem noite. Nessa altura, jogávamos por insistência juvenil, porque já não se via bola nem muita outra coisa.

Viam-se as mangueiras grandes e ainda a fazerem tímidas e escuras sombras e os morcegos que voavam de uma a outra árvore. Morcegos herbívoros refestelavam-se de mangas e desviavam-se das gentes, naquele voo estranho de mamífero.

Essa hora de lusco-fusco é para mim tristíssima. A piorar havia uns auto-falantes da universidade católica, contígua, também dos jesuítas, que tocavam uma ave-Maria às seis horas. Era angustiante essa hora e essa ave-Maria.

O lusco-fusco na Boa Vista sempre foi para mim parecido, estivesse no colégio a jogar bola, estivesse na rua, em outros tempos, já depois de sair do colégio.

Não sei se no colégio era mais triste que depois, ou antes ao contrário. Imagino que a memória mais antiga e juvenil tenha fixado o que eram as realidades associadas àquela hora de transição. As mangueiras, os morcegos, o futebol interrompido pelo escurecimento, minha pouca idade.

Não me entristecem mais os lusco-fuscos, como faziam antes, mas sei o que eles são ou, melhor dizendo, sei o que eles foram e lembro-me de suas imagens, porque é difícil lembrar de sensações.

Quase trinta anos depois – e queria saber quantos anos vive uma mangueira – o lusco-fusco entristeceu-me. Não é que seja ruim, as palavras é que não são suficientemente precisas, mas era parecido com outros crepúsculos.

Sai da residencial, dirigi-me a um mercadinho perto, para comprar vinho. Resolvi antes dar uma volta à quadra, para quê não sei, talvez para ter a sensação que tive.

Passei em frente a dois colégios, mas isso não basta, como não bastam só a hora ou só os morcegos, ou só as mangueiras, que aqui não há. O lusco-fusco entristeceu-me aqui em Braga, hoje.

Durante um ano em que aqui estive não me ocorreu isso, embora soubesse que era aquela hora estranha já conhecida. Sabia de memória e de razão, mas não sentia os efeitos, que, adianto logo, não são qualquer tragédia.

Mas, a linguagem é muito limitada. Como vou dizer que era e não era o efeito do lusco-fusco de Recife, de há vinte e tantos anos? Sim, porque não era, porque não é há vinte e tais anos e não é em Recife e não há mangueiras, nem morcegos. E, no entanto, é uma percepção parecida, embora não angustiante.

E o que é? Vou pensar.

Serra é vítima de um atentado: uma bolinha de papel na cabeça!

Leio que José Serra foi atingido na cabeça por uma perigosíssima bolinha de papel, em uma caminhada no Rio de Janeiro.

E que, por conta da gravidade do episódio, teve que abandonar o evento da campanha e submeter-se a uma tomografia!

É natural que candidatos, conforme o momento, ora queiram mostrar-se agressivos, ora queiram o papel de vítimas. Mas, assim é mesmo ridículo.

Pelo menos Serra teve o motivo para deixar de fazer o que não gosta, andar em meio a povo e os jornais e TVs tiveram o motivo para criar um drama em torno a uma bolinha de papel.

A classe média e o momento em que a ignorância inibe o oportunismo.

A característica mais evidente das classes médias brasileiras é o oportunismo. Percebeu que as migalhas dos repastos do 01% são suas. Recebem-nas avidamente e agradecem timidamente, macaqueando o que acham ser o comportamento do 01%.

Timidamente e a macaquear, sim, porque é incapaz de gratidão verdadeira, apenas de mimese e subserviência, que são coisas distintas. A gratidão verdadeira é incompatível com uma simulação a que se entrega como auto-justificação, a crença em ter méritos.

O 01% dispõe seus espaços, corporativos e estatais, de forma a aquinhoar os que vivem de suas migalhas. E deixa claro que tais espaços não são propriamente liberais, por um lado, nem propriamente uma burocracia profissional pública, por outro. São apenas arranjos para os 20% acomodarem-se e defenderem o 01%.

Quem apostar naquela lógica de enriqueça meu patrão para que o lixo dele seja mais calórico, está em bom caminho, a despeito da vulgaridade da formulação.

Pois bem, uma das coisas que esse grupo acha necessário emular é o preconceito de classe do 01% e, como todo imitador subserviente, é mais feroz que o imitado.

Em certas circunstâncias, contudo, a subserviência mostra-se às claras e inibe até o oportunismo. É o sujeito contra ele mesmo, a provar que nunca compreendeu bem que ele mesmo não existe independentemente de sua condição de recebedor de migalhas.

Agora, sondagens mostram que a maioria das classes médias votam no Serra, embora o Serra nada tenha a oferecer-lhes, notadamente à grande parcela que se encontra acomodada nos serviços públicos, independentemente de terem acedido a ele por exames técnicos ou por nomeações, que isso, no fundo, é diferença pouca.

Essa adesão é para demonstrar solidariedade ao preconceito de classe que o Serra representa, ele mesmo um ascendido que precisa mostrar-se mais elitista que as elites.

Acontece que o Serra não dará mais migalhas aos 20%, como provavelmente buscará retirar as migalhas das migalhas do 79%, para cumprir fielmente o pacto com o 01%.

Aumentar os preços do trabalho dos serviçais pode impedir que os 20% tenham-nos em casa a limpar seus banheiros. Garantir rendimentos mínimos a quem nada tem pode surtir os mesmos efeitos. Têm medo disso e votam contra isso.

Todavia, ainda que se mantenham as remunerações dos serviçais baixas, ou que se as reduzam, que seria o supremo gozo dos 20%, se as próprias migalhas reduzirem-se os efeitos são os mesmos! E as pressões continuam a subir.

O primeiro-ministro da Suécia arruma sua própria casa, ou paga caríssimo para alguém fazê-lo. A senhorinha de classe média brasileira tem uma escrava que recebe um arremedo de salário para fazer isso. Acha-se muito bem consigo mesma por, vez e outra, derramar sua grandeza cristã perguntando à escrava como vão aquelas quatro criaturas que ela pôs no mundo e que dormem no chão. Pronto, alma reconfortada.

A senhorinha terá acessos de fúria se a escrava algum dia surrupiar 14 ml daquele perfume francês que ela pediu àlgum parente para trazer do lugar exterior com que sonha, o free shop do aeroporto. O esquema de segurança e coação que trabalha para a senhorinha, que atende pelo nome de polícia, vai deter a escrava e dar-lhe uma surra até que confesse o delito apto a por as bases da sociedade em risco profundo.

A senhorinha, em seus momentos de reflexão íntima, vai ter reforçada sua incompreensão de porque aquela escrava tão bem tratada entregou-se ao crime, à incompreensão das invencíveis diferenças de classe e à ingratidão.

A escrava, depois da surra, ou mesmo antes dela, pode um dia aclarar na sua mente as razões da sedução por aquele líquido enjoado com nome francês. Ela pode, um dia, arrumar os pensamentos e perceber que, tanto ela, quanto a senhorinha, não têm a mais mínima idéia do qualquer coisa além da novela que ambas vêm.

Quantos votos tem o ministério público eleitoral?

Quem age em busca de votos, ou seja, de legitimidade popular para exercer os poderes públicos em nome dos detentores da soberania, pode ser parcial em seus julgamentos.

Quem, ao contrário, retira sua precária legitimidade de algumas palavras alinhadas em mau português, em um texto que atende por constituição, e que tem por função fiscalizar a aplicação da lei, não pode dar o menor sinal de estar a ser parcial.

A sub-procuradora geral eleitoral é favorável à aplicação de uma multa à TV Record, pedida pela coligação do candidato Serra, porque esta televisão teria produzido uma matéria favorável à candidata Dilma Roussef.

Se fosse razoável supor que a fiscal não lê Veja, Época, Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo e que não vê TV Globo eu compreenderia a ânsia fiscalizadora de mão única.

Mas, a julgar por opiniões manifestadas em entrevistas e manifestações oficiais, creio que a fiscal dedica-se, sim, a esses meios de comunicação de massas, que fazem campanha semanal – no caso das revistas – e diária – no caso dos jornais em papel e televisivos – a favor de José Serra.

Fazem campanha aberta, conforme declarado pela chefe da Associação deles, uma funcionária da Folha de São Paulo. Aberta e declarada, no caso do Estado de São Paulo. Aberta e meio dissimulada, no caso da TV Globo, que chegou ao absurdo de utilizar o número do candidato José Serra, o 45, a propósito de comemorar seu aniversário. Tão flagrante, que essa emissora recuou da brincadeira.

A revista Veja é um caso verdadeiramente escandaloso de indigência intelectual, agressividade desmedida, mentira, parcialidade explícita, enfim. É um prolongamento da campanha de Serra, pura e simplesmente, acrescida de alguma dieta para emagrecer e alguma tolice dita por algum ator de novela.

Isso não preocupa a fiscal? Desempenhar esse papel aviltante não a preocupa? Instrumentalizar politicamente uma instituição regiamente paga – sem que ninguém tivesse sido perguntado se a queria pagar – com a finalidade de ser a confiável fiscalizadora da lei parece algo singelo?

Ora, as características maiores da lei são generalidade e abstração e por isso mesmo fala-se que ela é a mesma para todos que se encontrem nas situações previstas. Decorre que fiscalizar a lei é precisamente cuidar para que seja igual para todos, para que tenha seus caracteres de generalidade e abstração. Não é o que está a ocorrer…

Exorcismo, de Carlos Drummond de Andrade. Uma ode anti-obscurantista?

Exorcismo

Carlos Drummond de Andrade

Das relações entre topos e macrotopos

Do elemento suprassegmental,

Libera nos, Domine.

Da semia

Do sema, do semema, do semantema,

Do lexema,

Do classema, do mema, do sentema,

Libera nos, Domine.

Da estruturação semêmica,

Do idioleto e da pancronia científica,

Da realibilidade dos testes psicolingüísticos,

Da análise computacional da estruturação silábica dos falares regionais,

Libera nos, Domine.

Do vocóide,

Do vocóide nasal puro ou sem fechamento consonantal,

Do vocóide baixo e do semivocóide homorgâmico,

Libera nos, Domine.

Da leitura sintagmática,

Da leitura paradigmática do enunciado

Da linguagem fática,

Da fatividade e da não-fatividade na oração principal,

Libera nos, Domine.

Da organização categorial da língua,

Da principalidade da língua no conjunto dos sistemas semiológicos,

Da concretez das unidades no estatuto que dialetaliza a língua,

Da ortolinguagem,

Libera nos, Domine.

Do programa epistemológico da obra,

Do corte epistemológico e do corte dialógico,

Do substrato acústico do culminador,

Dos sistemas genitivamente afins,

Libera nos, Domine.

Da camada imagética

Do estado heterotópico

Do glide vocálico

Libera nos, Domine.

Da lingüística frástica e transfrástica,

Do signo cinésico, do signo icônico e do signo gestual

Da clitização pronomial obrigatória

Da glossemática,

Libera nos, Domine.

Da estrutura exossemântica da linguagem musical

Da totalidade sincrética do emissor,

Da lingüística gerativo-transformacional

Do movimento transformacionalista,

Libera nos, Domine.

Das aparições de Chomsky, de Mehler, de Perchonock

De Saussure, Cassirer, Troubetzkoy, Althusser

De Zolkiewsky, Jacobson, Barthes, Derrida, Todorov

De Greimas, Fodor, Chao, Lacan et caterva

Libera nos, Domine.

O parlamento sueco e algumas práticas brasileiras.

Acima, um videozinho sobre como se remuneram e o que têm à disposição os deputados ao Parlamento do Reino da Suécia, aquele pais quente e pobre.

Lá, os deputados têm à sua disposição apartamentos funcionais de 40m2, lavanderia e cozinha comuns. Não têm assessores, nem carros à disposição. Ora, quem quiser que pague de seu bolso.

A Suécia é um péssimo e subversivo exemplo para o Brasil, esse país de clima agradavelmente temperado e profundamente rico e justo na distribuição dessas riquezas.

Aqui, deputados ao parlamento têm o tratamento adequado a grandes senhores acima da malta, que são. Salários altos, vinte e tantos assessores de livre nomeação – que, às vezes nem existem – passagens aéreas, apartamentos funcionais enormes ou um auxílio-moradia de irrisórios 1.300 euros.

Aqui, andam juntos os símbolos do pertencimento à classe senhorial e as vantagens pecuniárias escandalosas obtidas do erário.

Tribunais de justiça – que são vários e superpostos – têm frotas imensas de automóveis caros à disposição de juízes, que ter carro oficial com motorista à disposição é símbolo de imensa superioridade. Muitos têm residências funcionais pagas pelo erário, muito embora ninguém tenha encontrado uma justificativa minimamente razoável para esse privilégio.

Deputados e juízes têm férias que vão além dos sessenta dias. Os primeiros, na verdade, se quiserem viver em férias, vivem. Não há qualquer razão bastante para esse privilégio, o que os faz, inclusive, rejeitar veementemente qualquer abordagem do assunto. Os coitados, ganham tão pouco!

O jogo sujíssimo do Serra. Um caso de absoluta falta de escrúpulos.

Não vejo televisão desde o mundial de futebol, a copa da África do Sul. Isso não é algum exagero, é que não vejo mesmo, pois não me apetece. Passo bastante tempo conectado à internet, por outro lado, embora ande por poucos sites.

Uma postura da campanha de Serra eu não tinha visto ser anunciada em qualquer site, até hoje, embora supusesse que aconteceria.

Realmente, na semana passada, dizia a Olívia: acho que vão espalhar que Dilma é lésbica, porque essa gente não tem qualquer limite, porque pouco importa que seja verdade ou não e porque uma boa parcela das pessoas é profundamente estúpida e acha que isso é importante.

Ela disse-me que isso já anda circulando por aí. Ontem, falei o mesmo com Severiano e ele me disse: rapaz, já estão fazendo isso, tem até vídeo de uma mulher que afirma ter-se relacionado com Dilma.

Era previsível, bastava saber da falta de qualquer escrúpulo do Serra e da mentalidade estreita de parte da população. Mas, aqui, a coisa é tão vil que a melhor estratégia é mesmo não repercutir, não responder.

O Brasil se parece muito com os EUA em algumas coisas e uma delas é essa profunda estreiteza mental – burrice, mesmo – que se reflete na preocupação das pessoas com as vidas sexuais de políticos e candidatos. Ora, isso é do âmbito privado e devia ser colocado no rol das desimportâncias. É um desassunto, pura e simplesmente.

Não convém deixar-se contaminar pela noção de que as diferenças quantitativas são irrelevantes e que as qualitativas são as únicas e absolutas a serem tomadas em conta. Essa noção deformada é uma variante da tolice despolitizante segundo a qual todos são iguais, segundo a qual não há ideologias e segundo a qual a falta de escrúpulos dos políticos é a mesma.

Isso é falso e existem, sim, relevantes diferenças, qualitativas e quantitativas. O caso de Serra é revelador de uma baixeza muito grande até para padrões políticos brasileiros. No nível em que se encontra a campanha de Serra, percebe-se que não se trata somente de jogo sujo instrumental. É jogo sujo como único resultado possível de uma mente suja, ou seja, é o produto natural da origem natural, muito mais que algo milimetricamente pensado.

É autofágico e sem barreiras. É, enfim, como o sujeito que abre a caixa de Pandora porque quer ver sair de lá o que sabe estar lá.

Nostalgia sinestésica. O cheiro do chão de mosaico.

Um chão de mosaico.

A visão de um chão de mosaico faz-me sentir o cheiro seco de casa velha. E o cheiro seco de casa velha traz-me a imagem de um chão de mosaico. Dificilmente os percebo separadamente.

Nunca morei em alguma casa com piso de mosaico, nem que tivesse cheiro de casa velha, aquele cheiro amarelo e seco de madeira, mas tenho nostalgia disso. Acho-os, o cheiro e a visão, que são as mesmas coisas, agradáveis e bonitos, além de reciprocamente evocadores um do outro.

Uma casa nova, moderna, com piso de cerâmica, mesa de vidro, sofás enormes e estofados, objetos decorativos de metal e vidro, painéis escuros, TVs planas e imensas, não tem cheiro para mim. Quase não tem cor, também, porque não a pode ter sem ter cheiro.

Uma casa de pé direito alto, portas de madeira com bandeiras em cima, tem cheiros ventilados e cambiantes entre o amarelo e o verde. Cheiro velho dentro e novo do corredor ou alpendre para fora. Tem cheiro de panos, nos quartos. De fotos antigas e de cadeira de balanço, na sala. De nada, no banheiro de paredes meadas de azulejos brancos.

Os mosaicos do chão da casa de meu bisavô paterno tinham cheiro de café. E, claro, como sou bastante óbvio, café tem cheiro de mosaico com bolacha cream cracker, cigarro apagado. Farmácia tem um cheiro verde de seringa de vidro bem transparente e…. de mosaico.

Bem, é melhor deixar-me disso, senão vou acabar comprando uma casa velha.

Uso exclusivo em serviço.

As fotografias não ficaram nítidas, que foram tiradas por um telefone. Mas, trata-se de um carro da UFPB – Universidade Federal da Paraíba, cuja sede é em João Pessoa. Nas portas dianteiras, um adesivo amarelo em que se lê UFPB e o clássico USO EXCLUSIVO EM SERVIÇO.

O curioso da estória é que o carro está parado no estacionamento de um centro comercial em Campina Grande e que hoje é dia feriado nacional.

Claro que pode estar em serviço, mas e de estranhar, dadas as circunstâncias.

De minha parte, sou totalmente contrário a esses dizeres que se encontram nas portas dos carros oficiais, notadamente esse USO EXCLUSIVO EM SERVIÇO. É agressivo, tão frequentes são as ocasiões em que vemos esses carros em usos absolutamente fora de serviços públicos.

Assim, banaliza-se uma obviedade, ou seja, que um carro público somente deve ser utilizado em serviço.

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