Para lembrarmos-nos o que é uma voz forte e bela.
Autor: Andrei Barros Correia (Page 74 of 126)

O Fluminense afinal é campeão brasileiro de futebol, depois de vinte e seis anos da primeira conquista. O último jogo não foi lá uma grande apresentação, mas o desempenho ao longo da competição foi, sim, grandioso.
A ortotanásia nunca deixou de ser praticada no Brasil e a resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) de 2006 não “autorizava” a ortotanásia, mas apenas buscava reafirmar que ela não era ilegal (pois o codigo penal brasileiro que já é antigo deixa dúbio se não seria crime deixar de utilizar todos os meios para manter o paciente vivo ) para dar uma certa segurança aos médicos e, também, regulamentava como deveria ser feita (em comum acordo com o paciente ou familiares após explicação do médico e, caso a paciente/familia optar, pode ser obtida a opinião de outro medico). Infelizmente o promotor que entrou com ação para suspender a resolução estava bastante desinformado. O resultado do julgamento do mérito da ação não poderia ser outro.
É necessário ainda alterar o codigo penal (o anteprojeto de reforma do codigo penal já contempla a questão da ortonásia).
Infelizmente, em muitas UTIs no Brasil, ainda não se pratica a ortotanásia (por falta de treinamento do médico ou por falta de estrutura que possibilite esta discussão) o que determina maior sofrimento para os pacientes e familiares; maior custo (tanto para os convenios, quer dizer para quem paga o convenio, quanto para o SUS); menos leitos disponiveis para pacientes com possibilidade de sobreviverem, principalmente no setor público; desenvolvimento de germes multiressistentes (pois frequentemente esses pacientes ficam varias semanas internados em UTI, as vezes recebendo multiplos antibióticos que selecionam germes resistentes que podem infectar outros pacientes saudáveis na UTI); etc.
No Brasil, nos ultimos anos, vários medicos tem sido treinados em cuidados paliativos o que pode melhorar a chance de as pessoas morrerem com dignidade. É preciso estimular esta discussão na sociedade, pois cada vez mais a sociedade ocidental convive menos com a morte e chega achar que não é uma coisa natural.
E só para deixar claro, somente se opta por ortotanásia para o paciente que é terminal, isto é, aquele que não tem mais tratamento possivel para sua doença e está em condição clinica ruim.
Leio, no Público, que o sindicato dos juízes de Portugal acusa o governo de agredir a independência da função judicial. Essa reclamação é sempre a mesma, qualquer que seja o problema.
Quando eles querem falar de dinheiro, falam de independência judicial. Acho que se envergonham de falar abertamente, e sem motivações outras que as pessoais, sobre os salários. Então, caso tenham as remunerações reduzidas ou não as consigam aumentar como querem, acusam os governos de irem contra a independência judicial.
Mas, uma pergunta que devia ser óbvia: o que raio tem a independência judicial com os salários? Afinal, o que é independência judicial? Será algo como a bela situação da justiça e do ministério público espanhóis, revelada pelos comunicados diplomáticos norte-americanos?
Será que não percebem o sabor a chantagem desse tipo de associação? Será que não se dão conta que essa associação equivale a dizer paga-me senão vendo-me?
Se essa lógica é verdadeira, terá que ser também aquela segundo a qual todos os mal-remunerados têm o direito de corromperem-se! E tem outra implicação terrível, de que os mal pagos destinam-se irremediavelmente à dependência, à venalidade.
A parte cômica do negócio são as expressões em linguagem corporativa indecifrável, a provar que o uso do cachimbo entorta a boca. O comunicado do sindicato qualifica a política remuneratória como uma discriminação negativa inqualificável. Pois bem, se é inqualificável, deixemos isso para lá…
Ninguém deve melindrar-se, pois o ofendido é apenas o auto-proclamado representante. O mandante não fez mais que agir como o implacável Deus de Moisés!
Não havia, até agora, lido uma linha do que pensa D. Duarte. Não sou monárquico, nem deixo de sê-lo, pois não é algo como aderir a uma equipe de futebol. É, antes, uma necessidade ou desnecessidade política, ou seja, algo que pode ter sentido, como tem na Espanha. Para Portugal, hoje, não teria grande serventia, além dos riscos de alguma união dinástica…
Mas, não será por conta da desnecessidade política da monarquia, nem das desconfianças com a figura do herdeiro presuntivo bragantino, que se lhe devam negar as homenagens pela sugestão genial que deu.
Pois D. Duarte afirma que um empréstimo do Brasil a Portugal seria sempre melhor que um do FMI e mais, que o primeiro poderia desempenhar para a CPLP o papel que a Alemanha começa a fartar-se de ter na UE.
É admirável que D. Duarte esteja preocupado com isso, embora sejam idéias muito antigas. Para termos uma noção das diferenças possíveis entre seres aparentados, o fulano Bragança que se diz herdeiro da coroa imperial brasileira ocupa-se em estar presente a eventos de entidades proto-fascistas, a acompanhar-se de dignitários da Opus Dei e a falar de direito natural! Por isso mesmo, não seduz qualquer um, pois é um herdeiro preso a tolices e desassuntos.
Alguém poderá dizer que D. Duarte repete obviedades. A grandeza, todavia, está precisamente nas obviedades que a maioria julga inexistências. Ele diz, por exemplo, que Angola pode vir a ser, futuramente, o que o Brasil será brevemente, ou seja, uma potência econômica.
O Brasil tem capacidade de ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Dito assim, parece singelo, perceptível em números, mas quem o haveria de dizer? Lançou, ou relançou, o grande projeto, o único afinal que faz sentido para a lusofonia.
É absolutamente sórdido. Uma série de assassinatos resolvidos em conversas triviais, no rádio, como se estivessem tomando cerveja em uma bar de beira de estrada, no Texas.
Munidos de canhões de 20mm, no helicóptero, os sujeitos conversam na seguinte base: atiro ou não atiro? ora, foda-se, atire! e o cara com o celular? atire
E eles estranham que a maior parte da população mundial tenha, com relação aos EUA, um misto de terror, ódio e desprezo.
São os sentimentos cabíveis, pois os EUA são os maiores terroristas do mundo, são os maiores agressores e têm as condutas mais pusilânimes, porque delinquem e presumem-se santos.
Detestado pelos deuses, viveu 91 anos.
Puro? Poético? Superficial. Não o filme, claro, nem o charme, se há. Sobra a…
Uma homenagem a Gassman, o magnífico ator, e à Itália pátria da beleza, que não é a de Berlusconi, obviamente. Ele fala, no lago Como, a propósito de belezas várias, declama, faz uma viagem um pouco extravagante como diz, fala sem parar, conta histórias, fala de humanidades…
Meu Deus! reparem o verde das águas do lago Como.
Beleza de ver e de ouvir, de ouvir essa língua linda cheia de vogais e de vírgulas improváveis que pausam na lógica e na respiração Que se pode ouvir perceber e não perceber e sempre perceber se os ouvidos forem latinos.