O Cardeal Tarcísio Bertone, chefe da diplomacia do Vaticano, disse que o celibato não está associado à pedofilia. Segundo Sua Eminência Reverendíssima, associada à pedofilia é a homossexualidade. Insatisfeito com expor uma opinião, o Cardeal acha de dizer que sua assertiva é amparada em ciência.
Todavia, a idéia do Cardeal é falsa e realmente tola. Basta pensar um pouco para constatá-lo. Ora, o homossexualismo é a atração por pessoas do mesmo sexo, não necessariamente por pessoas jovens ou muito jovens. A pedofilia tem a ver com a idade do objeto desejado, não com o sexo. Então, a ocorrência do desejo pedófilo tende a ser a mesma entre heterossexuais e homossexuais.
O sacerdote graduado não deve ter achado conveniente e suficiente dizer que é difícil estabelecer ligações necessárias entre o celibato e a pedofilia, o que, de resto, seria uma proposição bastante razoável. Realmente, há pontos de contacto, mas uma relação de causa e efeito é complicado de se afirmar peremptoriamente.
Ele quis ir além, quis desviar a atenção do celibato e do escandaloso problema da pedofilia dos sacerdotes romanos. Pretendeu negar a causa habitualmente considerada a principal. E achou que a melhor forma de fazê-lo era inserindo uma nova suposta causa. Andou mal.

O juiz Baltasar Garzón Real.
Messi comemora em pleno Bernabéu.
Energia sendo liberada pela divisão do núcleo.