Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.

Autor: Andrei Barros Correia (Page 111 of 126)

O Vaticano consegue piorar as coisas já ruins.

O Cardeal Tarcísio Bertone, chefe da diplomacia do Vaticano, disse que o celibato não está associado à pedofilia. Segundo Sua Eminência Reverendíssima, associada à pedofilia é a homossexualidade. Insatisfeito com expor uma opinião, o Cardeal acha de dizer que sua assertiva é amparada em ciência.

Todavia, a idéia do Cardeal é falsa e realmente tola. Basta pensar um pouco para constatá-lo. Ora, o homossexualismo é a atração por pessoas do mesmo sexo, não necessariamente por pessoas jovens ou muito jovens. A pedofilia tem a ver com a idade do objeto desejado, não com o sexo. Então, a ocorrência do desejo pedófilo tende a ser a mesma entre heterossexuais e homossexuais.

O sacerdote graduado não deve ter achado conveniente e suficiente dizer que é difícil estabelecer ligações necessárias entre o celibato e a pedofilia, o que, de resto, seria uma proposição bastante razoável. Realmente, há pontos de contacto, mas uma relação de causa e efeito é complicado de se afirmar peremptoriamente.

Ele quis ir além, quis desviar a atenção do celibato e do escandaloso problema da pedofilia dos sacerdotes romanos.  Pretendeu negar a causa habitualmente considerada a principal. E achou que a melhor forma de fazê-lo era inserindo uma nova suposta causa. Andou mal.

Gore Vidal sobre 11 de setembro de 2001. Agora, o maior escritor norte-americano fala do assunto.

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Perdoe-me quem não compreender o que Gore Vidal diz, mas não há tradução. Não deixaria de colocar aqui por receio de parecer pedante, pois é bastante precioso. Vidal é o maior romancista norte-americano. Criação, Juliano e a Era de Ouro são das poucas obras de arte que se produziram nos EUA, no mesmo nível do que melhor se produziu no restante do mundo, na mesma época. Erudito, esteta, simples e preciso. Nasceu no inner-circle dos EUA, não é massa, nem representante do modelo centrado apenas na detenção de dinheiro.

Ele fala como um homem velho, cansado e meio escandalizado pelo que houve. Compreendeu que foi um Pearl Harbor sem uma guerra como a Segunda Grande. Aqui não há traços de teoria da conspiração, como nos dois vídeos precedentes. Há obviedade e assombro por a teoria da exceção e da razão de estado ter entrado no jogo por pouca coisa.

Eles deixaram acontecer, está claro. Vidal diz que para essas ocasiões a lei norte-americana prevê que todos os caças das bases próximas decolam, imediatamente, interceptam, forçam a descer ou mudar de curso e, se for o caso, abatem o avião em conduta fora do plano de vôo. Não precisa da autorização do presidente, do vice-presidente ou de qualquer outro. Lembra que o pai dele, que serviu na primeira grande guerra, ajudou a produzir regras, sob Roosevelt, prevendo o modelo de interceptações para casos fora do comum, como sequestros.

No dia 11 de setembro, os aviões que rumavam para Nova Iorque cessaram comunicações e nada aconteceu. Apenas um caça decolou, muito depois, de uma base em Massachusetts, próximo ao Canadá. Todos os caças do sistema de defesa ficaram no chão, contrariando o dever legal. A única resposta para isso é que alguém mandou que assim ficassem!

911 was an inside job.

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A cultura norte-americana é deliciosamente massificada e produz uma e outra coisa mais lúcida. Esse vídeo tem uma guitarrinha até inspirada. Meio água com açúcar, mas bem razoável. Superficial, enfim, até dizendo ou insinuando grandes verdades.

E esses, como o guitarrista em questão, são dos menos ruins. A grande média acreditou no governo!

O que atingiu o Pentágono, em 11 de setembro de 2001?

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Esse é um vídeo de seis minutos que pretende provar a fraude que é o vídeo revelado pela NBC, que conteria os momentos precedentes ao impacto de um Boeing 757-200 da American Airlines no Pentágono. O indivíduo que explica as imagens fez uma edição simples, basicamente passando o vídeo lentamente, fotograma a fotograma.

Realmente, parece haver um buraco nas imagens. O tempo pára por alguns instantes, em que há qualquer coisa parecida com a fuselagem de um avião, no canto inferior direito. A suposta fuselagem ainda está no mesmo lugar quando se vê a explosão no Pentágono.

Parece evidente que o vídeo passado pela NBC foi editado. É difícil de conceber uma explosão antes do impacto, como está no tal vídeo. Mais interessante ainda são as imagens captadas por um helicóptero. Essas refletem uma explosão por impacto de um objeto. São coerentes, embora não permitam precisar qual foi o objeto. A explosão ocorre após o impacto – como se espera que seja – e é bastante menor que nas imagens oficiais da NBC. E o tal objeto – isso é apenas suposição – parece mesmo um míssil de cruzeiro. Quem quiser, vá direto ao ponto de 5:12 do vídeo (cinco minutos e doze segundos).

Lula faz o único discurso coerente sobre armas nucleares no Security Summit 2010, em Washington.

O presidente Lula fez a única proposta séria no Encontro de Segurança, que ocorre em Washington DC, a propósito de arsenais nucleares. Ele propõe a extinção de todos os arsenais, nem mais, nem menos.

É quimérico? Claro que é. É relativamente confortável para o Presidente de um país sem armamentos nucleares propor sua total extinção? Também é. Mas, apenas ele, Lula, atreveu-se a fazer tal proposta, diante de líderes dos possuidores dos armamentos.

Evitou as intermináveis hipocrisias e disfarces que se utilizam nessas ocasiões. E não se poderá dizer que o líder de uma crescente economia, como é a brasileira, é um fulano qualquer, cujas palavras destinam-se a evaporar-se rapidamente.

Apesar de você – os caminhos da justiça.

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Um vídeo documentário sobre as violações à integridade física e moral de cidadãos brasileiros, praticadas ilegalmente por agentes do estado, no último período ditatorial brasileiro.

Oportuno, porque o supremo tribunal federal está na iminência de julgar uma ação direta de inconstitucionalidade movida contra a lei de anistia, promulgada em 1979. Essa lei, na interpretação que se lhe tem dado, daria anistia aos crimes praticados pelos agentes do estado

Interpretação errônea, pois os crimes de lesa humanidade, tortura, esturpo, sequestro, praticados por agentes públicos, em nome do estado, não são passíveis de anistia, graça ou indulto. Além disso, o direito não reconhece a auto-anistia.

Espera-se que o stf dê a correta interpretação da lei e alinhe o Brasil com vizinhos mais evoluídos que tratam do assunto com seriedade, como a Argentina, por exemplo.

A Falange quer silenciar Baltasar Garzón.

O juiz Baltasar Garzón Real.

Um texto de Andrei Barros Correia

Baltasar Garzón Real é juiz da Audiência Nacional de Espanha, máximo tribunal ordinário do reino. No mundo, tornou-se conhecido por ter processado, julgado e emitido um mandado internacional de captura contra Augusto Pinochet, ditador chileno, por tortura e assassinato de cidadãos espanhóis. Trabalhou a partir de muitas informações, notadamente um relatório da Comissão Chilena da Verdade.

Iniciou investigações sobre o desaparecimento de mais de 100 mil pessoas, durante a ditadura de Francisco Franco. Antes, já trabalhou com os crimes de terrorismo dos separatistas bascos e as detenções ilegais de cidadãos de diversas nacionalidades, encarcerados no campo de concentração norte-americano em Guantánamo.

Por conta da iniciativa relativamente aos desaparecidos do franquismo tornou-se alvo da Falange – ou o que dela remanesce – partido fascista espanhol que dava suporte ao regime franquista. Um notório falangista, o juiz Adolfo Prego de Oliver, do Tribunal Supremo, tomou a seu cargo a tarefa de tentar silenciar Garzón.

Adolfo Prego é patrono da associação neo-franquista Defensa de la Nación Española, firmou um manifesto contra a Lei da Memória Histórica, nunca se furtou a participar em atos públicos a favor do golpe militar de 1936 e da ditadura que lhe seguiu, por quarenta anos. Convém lembrar, também, que o lado político ardorosamente defendido por Adolfo Prego foi responsável pela deflagração da Guerra Civil Espanhola, uma vez que, não aceitando os resultados eleitorais, patrocinou o golpe e a guerra.

O juiz do Tribunal Supremo está a funcionar como magistrado e parte, o que é, no mínimo, repugnante a qualquer direito. Assustador é que isso acontece em um país rico – renda per capita de U$ 33.700,00 – com economia grande e diversificada, produzindo desde laranjas a aviões. Um país que, hoje, pretende-se conhecido por cultivar liberdades, diversidade cultural, letras, artes e ciências.

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Barcelona guanya al Santiago Bernabéu. Madrid avui és Catalunya.

Messi comemora em pleno Bernabéu.

Não sei catalão – como o título pode sugerir – mas o Google tradutor sabe, então… Bem, o Barcelona assumiu a liderança do Campeonato Espanhol, hoje, após derrotar o Madrid em pleno Santiago Bernabéu. Messi marcou apenas um, coitado, ele que contra os ingleses fizera quatro. Pedro Rodriguez ocupou-se de marcar o outro.

Meus caros Thiago e Severiano, castelhanos por adoção, por vocês lamento. Todavia, ainda há tempo de mudar de opinião e deixar de lado esses símbolos do franquismo, mais que de Castela, propriamente.

O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Ou, como uma tolice pode ter um nome chamativo.

Energia sendo liberada pela divisão do núcleo.

Conceptualmente, não há diferença alguma entre o número de armas nucleares suficiente para destruir o mundo, o número suficiente para destruí-lo duas vezes ou o número suficiente para realizar a obra quatro vezes. Aliás, destruir-se o mundo – na verdade, eliminar a vida humana na terra – é algo que somente pode acontecer uma vez. É simples de perceber isso, mas, não obstante, é comum falar nesses conceitos impossíveis.

A partir de um certo ponto, as diferenças quantitativas não implicam diferenças qualitativas. Então, por exemplo, se 1.000 megatons são suficientes para exterminar o bicho humano da terra, pouco importa se o estoque de energia variará entre 10.000 e 5.000 megatons. Diferenças haverá entre 1.000 megatons e nenhum, pois ai retorna-se à possibilidade de se pensar na escala qualitativa: mais ou menos destruição, porque a partir de toda destrição, ela não acontece mais.

Depois que os EUA, a então URSS, a Inglaterra, a França e a China passaram a deter um estoque de armamentos nucleares – de fissão e de fusão – suficiente para realizar a ante-sala da parúsia, resolveram encenar uma divertida peça de burla mundial chamada Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. E a platéia gostou.

A diversão consiste em proclamar que o que existe é fato consumado e não se discute. E que só existe para quem já tem, ficando os espectadores impedidos de pensar e querer ter também e – pasmem – convencidos de que isso é bom!  Ora, alguém já disse que as platéias quase sempre são piores que os atores e deve ser verdade. Então, dezenas de países espectadores acorreram sofregamente aos balcões de negócios da ONU para firmar, no canto das páginas, o roteiro do espetáculo.

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Deputada Cida Campos em bom momento.

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Vale a pena ver esse vídeo. A Deputada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Cida Campos fala a propósito de um deputado que pretende ser indicado para O Tribunal de Contas (ou seria de faz-de-contas?). Fala em termos claros, sem eufemismos, para silêncio e constrangimento geral dos deputados presentes. Chama o pretendente de ladrão de dinheiros públicos, aponta inquérito e processo em isso foi apurado e pergunta se uma pessoa dessas preenche o requisito da reputação ilibada. É devastador, mas começo a crer que o pretendente está bem habilitado para o tribunal.

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