Um espaço de convívio entre amigos, que acabou por se tornar um arquivo protegido por um só curador.

Autor: Andrei Barros Correia (Page 78 of 126)

Soberania hipoteca-se? Ou, poderia o empréstimo vir de outro lugar?

Antes da crise financeira de 2008, Portugal tinha um défice público inferior ao limite da UE, que é de 03%. Superou-o uma e outra vez, assim como sucedeu com a Alemanha e com a França. Pecadilhos comuns, enfim.

Antes da crise financeira de 2008, o risco de Portugal era considerado menor que o da Itália e um pouco maior que os da Alemanha e França. Hoje, esse risco considera-se altíssimo e faz o país comprar dinheiro a bancos para pagar a bancos a 08% ao ano, patamar estratosférico de remuneração do capital.

Hoje, instalados todos os efeitos da crise financeira – para que não concorreram despesas públicas, nem programas sociais – Portugal tem um défice público à volta de 09 a 10% e uma dívida pública que representa 83% do PIB. São números elevados, mas há coisas muito piores na Europa, bastando lembrarmos-nos da Itália.

Ninguém quer chamar as coisas por seus nomes adequados e parece que não o farão nem mesmo quando os nomes não importarem mais. As dívidas que põem tudo em risco são as privadas, não as públicas. E o euro, superada a euforia do enriquecimento rápido com dinheiro emprestado, é uma trava, não uma solução. Bruxelas é a sede de um grande banco 60% alemão e 40% francês.

O parque de diversões ensolarado de alemães e ingleses não gera receitas suficientes para o padrão de consumo que esses mesmos turistas fizeram crer possível. E, a essas alturas, dá-lo em garantia só vai acarretar uma mudança: as faturas sairão com mais consoantes que vogais.

Se, juntamente com a entrega total da soberania a Bruxelas viessem as maiores plantas industriais da Volkswagen, da Siemens, da Peugeot-Citröen e da Alstom, talvez as coisas até andassem bem. Sem elas, todavia, as coisas vão andar mal, porque há doenças que evoluem melhor sem remédios que com remédios errados.

Estava, há pouco, lendo sobre as respostas e comentários que os irlandeses fizeram a um artigo do economista Kevin O´Rourke. Uma delas constitui uma jóia de serenidade em palavras vulgares. O comentarista anônimo sugeria, entre outras coisas, que seria muito mais eficaz subornar as agências de classificação de riscos que fazer um orçamento apropriado sob a ótica da austeridade.

Claro que ele está certo e claro que será considerado louco ou ignorante, mas está certo. Já que se trata de uma lógica de casino, é muito melhor comprar a opinião dos senhores que dizem o que é bom ou ruim, seguro ou arriscado.

Já que estou a divagar, que mencionei um comentário que será tido pelos sábios como loucura ou estupidez, acrescentarei um meu, sem receios de que seja tido também por loucura ou estupidez: e que tal se a Petrobrás comprasse a dívida portuguesa, sem pedir em troca o parque de diversões algarvio, nem que as faturas sejam grafadas com tantas consoantes?

Museu do Estado de Pernambuco. Três fotografias.

Esse palacete do século XIX, muito bonito, leve, airado, de neoclássico simples e um pouquinho eclético, abriga o Museu do Estado de Pernambuco.

A casa, situada na esquina da Avenida Rui Barbosa com a Rua Amélia, sempre me chamou muito a atenção.  Nas ocasiões em que morei ali por perto, costumava andar a pé e parar, às vezes, para olha-la. Minhas lembranças são de estar pintada em cor de telha, aquele vermelho férreo, escuro, com os detalhes e linhas de frisos em branco. Agora, toda em branco, ficou mais bonita, que a casa é pequena para contrastes cromáticos muito intensos.

Uma vez, fiquei escandalizado com uma visitinha que fiz ao museu. Entrei, andei por todas as salas, passeei nos jardins, detive-me um tempinho na varanda do primeiro piso e, nesse tempo, não fui abordado por qualquer pessoa. Estava mal cuidado, sem visitantes, nem funcionários.

Quem o visitasse no intuito de furtar alguma peça teria, provavelmente, êxito. E quem o visitasse para ver a coleção e a casa tinha certamente alguma tristeza.

Fez-se uma reforma, a casa está leve e branca e contrasta somente com o verde dos jardins. Diz-se que está bem cuidado. Penso que vale a deslocação de duzentos quilômetros para vê-lo novamente.

As melhores coisas vêm pelos correios.

Em quinze dias de um breve retorno a Braga, compramos e ganhamos muitos livros. Eles pesam consideravelmente e, dependendo do número, também ocupam bastante espaço, coisa escassa nas malas.

Não gosto de viajar levando malas grandes e pesadas e busco andar com o mínimo de volumes possível. Assim, a solução que passaria por comprar outra mala ou saco e meter dentro os livros foi descartada.

Melhor despacha-los pelos correios e recebê-los em casa. O único problema disso é o tempo, que tais encomendas costumam demorar muito a serem entregues. Talvez por conta do zelo da alfândega brasileira que, como se sabe, não deixa entrar no país nada de ilegal ou perigoso ou contrabandeado.

Por isso mesmo, às vezes penso que todo o contrabando, todas as armas, todos os entorpecentes ilícitos que há no país entram por meio de algum sofisticado sistema de desmaterialização e rematerialização. Mas, essas divagações não cabem aqui.

O caso é que já houve livros enviados a amigos, que levaram até três meses para chegarem aos trópicos. Então, estávamos mentalmente preparados para esperar pelo Lobo Antunes, pelos Sermões do Padre António Vieira, pelo Gonçalo M. Tavares, pelo Agamben, pelo Unamuno e outros por alguns meses.

Para imensa surpresa, os livros chegaram-nos às mãos em poucos dezenove dias! Serão contrabando?

Mia Couto em João Pessoa.

Olívia disse-me, hoje pela manhã, que Mia Couto estaria em João Pessoa, no Espaço Ciência, às três da tarde. Lamentavelmente, ela não poderia ir, devido a essa prisão que é o trabalho. Eu, depois de verificar que não havia urgências, assumi o risco de acumular o trabalho para fazê-lo na segunda feira, ou mesmo no final de semana.

Convidei Severiano para lá irmos escutar Mia Couto e ele aceitou. Curiosamente, estávamos Olívia, eu, Severiano e Miguel, há dois anos, escutando Mia Couto em Braga. Hoje, vencemos os 130 quilômetros até João Pessoa e chegamos ao tal Espaço Ciência. É um local belíssimo, projetado por Oscar Niemayer, com vistas para o mar.

Breve colocaremos umas fotografias desse sítio bonito e bem organizado, onde há exposições permanentes sobre ciência e um  auditório que acolhe músicos, teatro e outras manifestações. O edifício principal é uma jóia arquitetónica, algo que parece um disco-voador a pairar sobre o solo.

Esperamos um bocadinho, comprei dois livros do autor, e sentamos-nos a esperar sua chegada.  Com pouco, chegou Izabella, vinda de Recife. Organizou-se algo como uma conversa entre Mia Couto e a audiência. Uma conversa meio pautada por duas senhoras professoras de letras, que tentaram conduzir os assuntos academicamente.

Ele é um homem profundamente sensato e firme e delicado. Escapou às investidas – gentis, é verdade – de apreensão acadêmica de si mesmo contando histórias, como se as teses e perguntas não tivessem sido propostas. Não sei se a vasta maioria da audiência composta por estudantes, licenciados e doutores em letras percebeu o alcance das observações dele sobre ser biólogo e ser escritor. Argutamente, ele disse que entre escritores é somente biólogo.

Sábio indivíduo este, que rejeita as associações corporativas e o diz gentilmente, sutilmente. É complicado afirmar uma falta de pertença sem agredir os que se julgam uma igrejinha; a melhor forma é ser dois e dizer-se um, conforme a situação. Se ele dissesse eu sou escritor e vocês estudantes e professores seria indelicado.

E contou que se auto-batizou Mia porque quando era menino pequeno vivia entre os gatos. Pediu aos pais para escolher o nome e ficar com este e eles consentiram. Contou de seus embaraços com o português brasileiro, porque nem sempre as palavras significam as mesmas coisas. Contou várias coisas, enfim, despretenciosamente, por contar, sem querer causar espanto ou riso na audiência.

E afirmou-se muito mais contista que romancista, porque é muito esquecido e os personagens em um romance precisam de mais cuidados. Falou da literatura africana e particularmente da lusófona e de como gera estranheza um moçambicano branco. E, depois de muito falar e responder a perguntas – algumas delas somente afirmações e opiniões do perguntador – autografou livros.

As pessoas ajuntaram-se em torno à mesa em que estava, sem ordem qualquer, munidas dos livros. Ele foi autografando pacientemente, que isso é do ofício. Esperei, com uma calma que me surpreendeu. Chegou minha vez, pus nas mãos dele os livros, pedi-lhe que oferecesse um a Olívia e o outro a Izabella e disse-lhe tu reconheceste meu sotaque nordestino, há dois anos, em Braga. Foi na ocasião do lançamento do Jesusalém, na Centésima Página. Sim, bem que me pareceu que te conhecia de alguma forma. Aquela livraria é muito simpática. É verdade, muito agradável. Obrigado.

O Quinto Império, de Fernando Pessoa.

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raíz —
Ter por vida sepultura.

Eras sobre eras se somen
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,
Europa — os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?

A decadência do império norte-americano.

Há meses escrevi mais ou menos sobre esse assunto, aqui http://www.apocaodepanoramix.com/?p=927

Na ocasião, fi-lo sob um título propositalmente escolhido para não sugerir o tema explicitamente, até porque o texto de então falava mesmo da morte das estrelas, ainda que bastante superficialmente.

O processo da decadência norte-americano é longo, mas já iniciou-se; muitos sinais confirmam-no. As comparações também permitem identifica-lo, muito embora não se devam fazer como se a história se repetisse, que ela é muito complexa para isso, ou seja, para repetir-se.

Portanto, as comparações são se destinam a firmar relações de identidade, apenas de semelhança entre processos históricos. Elas permitam identificar fatos e ações que, em suas conformações gerais, costumam estar presentes em situações assemelhadas.

Hoje, os Estados Unidos da América têm metade de seus contigentes militares engajados em serviço – no Iraque e no Afeganistão, por exemplo – compostos de mercenários. Algo à volta de 195.000 homens contratados por empresas de prestação de serviços militares. Desses contingentes mercenários, apenas 05% são norte-americanos.

As cidades-estados gregas do período de ouro e do período helénico serviam-se de mercenários, mas não eram impérios. A Pérsia servia-se regularmente de mercenários gregos – basta lembrar-mos do grande Xenofonte – e era um império. Roma serviu-se episodicamente de mercenários, todavia a sua forma clássica era inclusão por concessão de cidadania aos anteriormente bárbaros.

A utilização militar de estrangeiros no formato romano tem mais similitude com a Legião Estrangeira francesa e com os Regimentos Gurkhas nepaleses, incorporados regularmente às forças nacionais francesas e inglesas, respectivamente. Trata-se, nesses casos, de uma assimilação, de uma incorporação às forças regulares nacionais.

Os norte-americanos estão simplesmente contratando mercenários estrangeiros para a defesa de seus interesses, para a defesa daquilo que faz de seu país um império global. Essa gente, embora tradicionalmente não reivindique a glória militar e o poder político, custa caríssimo. Os problemas que não dão por um lado, dão por outro, na forma do alto preço, que põe o Estado a retirar dinheiro da população para repassa-lo às grandes corporações militares.

Não há precedentes significativos da utilização massiva de mercenários pelos EUA, que até antes dos anos de 1990 iam às guerras com seus cidadãos e davam-lhes a retribuição pecuniária e honorífica pelos esforços feitos para o estabelecimento e manutenção do império. É verdade que o envolvimento dos EUA em guerras têm uma peculiaridade notável: o reduzidíssimo número de baixas humanas.

Um império não se percebe somente por suas características e condicionantes econômicas, ao contrário do que muitos querem. Também não se compreende apenas a partir das variáveis propriamente militares, também ao contrário de algumas opiniões. E, por fim, não se faz somente com a imposição cultural. Quer dizer, esses três fatores andam juntos; e é bobagem tentar apontar o que  se destacou primeiramente.

Se tudo se reduzisse ao econômico, não haveria qualquer problema na guerra por mercenários, como também não haveria qualquer problema no abandono de toda a simbologia nacional, bandeira e hino, por exemplo. Mas isso não acontece, nem está próximo de acontecer, provando que os Estados não estão a caminho de se tornarem em corporações empresariais, embora estejam a serviço delas.

Por outro lado, se tudo se reduzisse ao militar, seria absurdo ocorrerem decadências de impérios que, isoladamente, ainda são mais fortes que todos os outros possíveis rivais. Os impérios, na verdade, costumam ter forças muito além das suas necessidades, evidentemente desproporcionais a uma demanda de manutenção ou até de expansão. Isso demonstra que o setor militar consegue impor seu discurso para além de qualquer proporcionalidade.

O desvio de percepção aqui deve-se à confusão entre início e consumação de alguma decadência. A decadência romana, por exemplo, não se confunde com os saques da cidade no século V, quando nada mais havia, quando já não havia exércitos. A decadência começou quando esses exércitos estavam no auge de sua força. Ter um dia estado no auge de suas potências não lhes serviu de coisa alguma ou, melhor dizendo, um auge não serve às situações futuras senão, talvez, como indício de seu drama.

Dos aspectos culturais não falarei assim, como se fosse um tópico, porque são o fio condutor de tudo, permeiam e dão sentido a todo o processo. São eles que permitem a um historiador dizer que uma guerra de setecentos anos não pode ter sido de reconquista, senão de conquista; ou que permitiram a um cruzado inteligente afirmar que não havia quem ser liberado em uma certa Jerusalém invadida a bem dos estandartes galileus.

Outro aspecto factual assustador: o Império cria dinheiro do nada, em volumes enormes. Sabe-se que a mentira, assim como a burrice, não tem limites, mas sua eficácia tem. Cria dinheiro para que os outros comprem-lhe os produtos e eles próprios comprem dos outros o que necessitam e querem, com dinheiro barato. Mas, isso pode quebrar os outros.

Para andar sempre no limite da utilidade das comparações, lembro que Roma, em certos momentos, fraudou as quantidades de ouro e prata nas suas moedas, que eram usadas para a liquidação de quase todas as transações no mundo de então, quer dizer, na bacia do Mediterrâneo. Semelhante? Sim, mas diferente, apenas é um ponto de contato interessante.

A decadência do Império Norte-Americano será uma tragédia, não um drama. A vida, a história, enfim, é uma tragédia; dramas são situações interpessoais, não os grandes processos. E será trágico para eles e para os vizinhos próximos, embora seus efeitos devam ser sentidos pelo globo inteiro.

As decadências são tumultuadas e repletas de vai-e-vem. Haverá ondas de desarrumação, que se projetarão sobre uma América Latina que tenta, agora, arrumar-se um pouco melhor. Essas ondas não obedecerão a qualquer lógica pré-existente, o que vai exigir muito poder de percepção imediata da realidade, algo raríssimo.

As decadências consagram aquilo que os irresponsáveis fetichistas propõem, no seu democratismo raivoso. Ou seja, elas promovem uma avalanche de alternância de poder que nenhum democrata seria capaz de conceber. Um tumulto avassalador, que alguns convenientemente percebem como o convite ao totalitarismo fascista.

Esses períodos são profundamente demóticos, embora não democráticos, porque esta última pressupõe alguns rigores formais, impossíveis nos tumultos decadentistas. Todos os radicalismos apresentam-se na cena, geralmente de formas contraditórias aos próprios discursos e aos próprios interesses.

O caso recente do movimento político Tea Party é interessantíssimo. Essa gente afirma-se puramente liberal. Assim sendo, seria de supor-se que são a favor do livre comércio e da livre circulação de pessoas, que são corolários do liberalismo puro. Mas, não! Eles são contra a imigração e muito contra a imigração ilegal, ou seja, eles propõem intervenções e planejamentos estatais muito profundos para uma crença liberal.

A imigração ilegal, abstraindo-se de aspectos legais ou políticos, é o evento mais puramente exemplificador da dinâmica liberal de mercado, porque não passa do ajuste da oferta e da demanda e mão-de-obra barata. Então, reclamações de um Tea Party contra a imigração ilegal, feitas a bem das doutrinas liberais, não passam de uma enorme contradição.

Eis os perigos que coisas desse tipo representam: grupos organizados que têm uma base teórica e discursiva que no fundo desconhecem. Suas ações são desconformes ao que dizem seguir e defender, ou seja, são grupos de ação que precisam invocar alguma doutrina, embora ignorem-na solenemente.

Grupos assim destinam-se a organizar insatisfações muito difusas, que acabam por dirigir-se contra si mesmos. Novamente, o Tea Party fornece o exemplo. O grupo auto-proclamado ultra liberal e composto de novos-ricos fala contra os ricos! Os dados apontam que 20% dos integrantes do Tea Party declaram rendimentos anuais superiores a U$ 100.000, ou seja, não é uma congregações de pobres ou excluídos.

Antielitismo de elite é algo caricatural, é uma simulação que somente pode dever-se a profundas ignorâncias e a difusos desencantamentos. Ora, o vale-tudo liberal capitalista, incluindo-se aí a oferta abundante de mão-de-obra barata de imigrantes ilegais serviu-lhes para aumentar as riquezas e a concentração delas, nos EUA. Curiosamente, um dos financiadores do Tea Party é o bilionário David Koch.

A esse caldo de todos os ingredientes à mão, acrescentam-se religiosidades protestantes fundamentalistas, daquelas que pregam desde a abstinência sexual até o avistamento de profetas iluminados pelo sol do Texas e, provavelmente, calçados em botas de couro com esporas douradas.

Outro forte indício de que as várias indignações estão somente a iniciar suas organizações foi dado pelo Bureu Federal de Recenseamento. Hoje, 44 milhões de norte-americanos encontram-se abaixo da linha de pobreza e 01% da população controla metade das riquezas do país! Para quem gosta de números, eis deles que têm forte capacidade de antever o tamanho dos problemas que se avizinham.

Não haveria qualquer problema que os EUA se afundassem nisso tudo, se eles não comprassem grandes partes das produções do resto do mundo, se a moeda deles não fosse a unidade padrão de trocas, se não tivessem 10.000 bombas atômicas e se não tivessem a maior industria de entretenimento do mundo.

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